A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigou o desaparecimento e a morte de um idoso de 78 anos, ocorrido em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo as apurações, o filho da vítima, de 29 anos, foi apontado como autor do homicídio e responsável por ocultar o corpo, além de ter realizado movimentações financeiras e patrimoniais em benefício próprio após o crime. O suspeito foi preso preventivamente e responde pelos crimes.
Conforme informações da Polícia Civil, o investigado teria assassinado o pai e, posteriormente, manipulado os bens e recursos do idoso para obter vantagens econômicas. Entre as ações ilícitas, está a venda do carro da vítima, além de outras movimentações financeiras suspeitas. Apesar das evidências, o corpo do idoso ainda não foi localizado pelas autoridades.
O último registro de vista do idoso foi feito em 28 de novembro de 2025. A família registrou o desaparecimento em dezembro do mesmo ano, o que motivou o início das investigações pela equipe de homicídios. Durante o procedimento, os policiais descobriram que o veículo da vítima continuava em circulação mesmo após a data do desaparecimento. Em 22 de dezembro, uma abordagem realizada pela Polícia Militar, com apoio da Polícia Civil, resultou na apreensão do carro. Peritos encontraram sangue humano no porta-malas do veículo, e os exames de DNA confirmaram que o material pertencia ao idoso.
A investigação, que durou aproximadamente nove meses, envolveu a análise de diversos tipos de provas. Foram realizados laudos periciais, além da coleta de dados de celulares, informações obtidas por quebras de sigilo telefônico, telemático e bancário, além de depoimentos e análise de milhares de arquivos de áudio. Essas diligências permitiram aos investigadores montar um quadro detalhado dos fatos e das ações do suspeito após o desaparecimento do pai.
De acordo com a Polícia Civil, o filho do idoso passou a movimentar os bens e recursos do pai logo após o desaparecimento. Entre as ações identificadas estão a venda de um veículo, de um celular e de objetos que estavam na residência da vítima. Além disso, ele teria recebido valores referentes ao aluguel de imóveis pertencentes ao pai. A análise financeira revelou que a conta bancária do idoso foi esvaziada após o desaparecimento, com saques e compras que totalizaram mais de R$ 60 mil.
A investigação também apontou que o suspeito teria ameaçado denunciar o pai por um crime cometido anteriormente, o que, segundo os investigadores, pode ter contribuído como motivação para o homicídio. A Polícia Civil reforça o apelo à população para que qualquer pessoa que tenha informações que possam ajudar na localização do corpo do idoso entre em contato pelo Disque-Denúncia 181, garantindo o sigilo das informações.









