Um homem de 49 anos, que ganhou destaque nas redes sociais após viajar mais de dois mil quilômetros do Maranhão até Belo Horizonte na tentativa de encontrar uma namorada gerada por inteligência artificial, passou por uma reviravolta ao adotar uma gata e se tornar garoto-propaganda de uma plataforma de produtos e serviços para pets. A história, que inicialmente chamou atenção pelo episódio de engano amoroso, ganhou um desfecho mais positivo após Edimar Rocha retornar à sua cidade natal, Imperatriz, e fortalecer seu vínculo com um novo animal de estimação.
Edimar Rocha, que atualmente reside na cidade de Imperatriz, no Maranhão, saiu de casa no dia 11 de outubro com o objetivo de conhecer pessoalmente a suposta namorada, uma personagem de IA que conheceu na rede social Kwai. Segundo o próprio, ele mantinha contato com a mulher há seis anos, trocando mensagens de áudio, já que é analfabeto. A personagem alegava ser uma pessoa famosa em Minas Gerais, o que alimentava a esperança de um relacionamento sério. No entanto, ao chegar a Belo Horizonte, Rocha descobriu que toda a história era uma fraude criada por inteligência artificial, o que o deixou bastante frustrado.
A decepção de Rocha foi agravada pelo fato de que, durante sua permanência na capital mineira, ninguém o havia alertado sobre a possibilidade de se tratar de um golpe envolvendo uma personagem de IA. Ele relatou que, ao mostrar vídeos da suposta namorada na rua, foi informado por moradores locais de que ela não passava de uma criação digital. Rocha também destacou que as conversas com a personagem eram privadas e que, por isso, não tinha como prever o engano. Sua experiência evidencia os riscos de relacionamentos virtuais baseados em perfis falsos ou gerados por inteligência artificial, especialmente para pessoas com menor familiaridade com tecnologia.
Após passar mais de uma semana longe de casa, Rocha enfrentou dificuldades durante a viagem de retorno. Ele ficou doente e precisou de ajuda para conseguir retornar a Imperatriz. Sua passagem foi custeada pela Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante, vinculada à Prefeitura de Belo Horizonte. Durante o trajeto, Rocha passou mal e ficou retido na rodoviária de Tocantinópolis, no Tocantins, até receber auxílio de caminhoneiros, que pagaram sua passagem até sua residência.
Em um desfecho mais positivo, Rocha adotou uma gata tricolor, que recebeu o nome de Jéssica, em homenagem à personagem de IA com quem mantinha contato. A nova companheira ganhou um plano de saúde fornecido pela plataforma Petlove, que também protagonizou uma campanha publicitária mostrando os primeiros momentos de convivência entre o homem e o animal. Na gravação, Edimar aparece acariciando a gata e afirmando: “Eu fui atrás da minha gata, e acabei encontrando. Quem ama cuida, né? E eu tenho muito amor para dar.” A iniciativa reforça a importância do cuidado responsável com os animais de estimação e a valorização de vínculos afetivos genuínos.
Filipe Botton, responsável pela área de Marca e Comunicação da Petlove, destacou que a história de Rocha demonstra como, em um mundo cada vez mais conectado virtualmente, o vínculo com um pet pode refletir a beleza das relações autênticas. Segundo ele, a adoção de Jéssica e o apoio oferecido pela plataforma representam uma oportunidade de Rocha vivenciar uma nova fase de sua vida com mais tranquilidade e afeto.
A experiência de Edimar Rocha evidencia os perigos de relacionamentos virtuais baseados em perfis falsos ou gerados por inteligência artificial, além de ilustrar a importância de cuidados na interação online. Sua história também reforça a relevância de ações de apoio a pessoas vulneráveis, como as oferecidas por órgãos públicos e empresas de assistência animal, que contribuem para a recuperação emocional e o bem-estar de indivíduos em situações de vulnerabilidade.






