Na madrugada desta sexta-feira (23/10), o Museu Clube da Esquina, localizado no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, foi alvo de ato de vandalismo que resultou em danos às suas instalações. Segundo informações da Guarda Municipal da cidade, um suspeito chegou ao local de carro branco por volta das 4 horas da manhã, desembarcou com uma lata de tinta e realizou o ato de pichação ou dano às estruturas do museu antes de retornar ao veículo e fugir do local.
O episódio ocorre às vésperas do aniversário de Milton Nascimento, um dos nomes mais emblemáticos do movimento musical Clube da Esquina, que completará 84 anos na próxima segunda-feira (26/10). A proximidade da data torna o ato de vandalismo ainda mais simbólico, dado o significado cultural do espaço e de seu principal representante.
De acordo com informações obtidas pela reportagem de O TEMPO, câmeras de segurança de um imóvel vizinho ao museu captaram imagens do suspeito, embora as imagens disponíveis não tenham sido suficientemente nítidas para identificar claramente o indivíduo. Os equipamentos de gravação do próprio museu não forneceram registros detalhados, dificultando a identificação do responsável pelo ato.
A Guarda Municipal de Belo Horizonte esteve no local logo após o ocorrido, orientando os responsáveis pelo imóvel vizinho a reunir as gravações das câmeras e apresentá-las às autoridades policiais. Essas imagens serão essenciais para a investigação, que busca identificar o suspeito e apurar as circunstâncias do vandalismo. Além disso, a corporação recomendou que as gravações sejam encaminhadas à delegacia para o registro formal da ocorrência.
O imóvel onde as câmeras estão instaladas é de propriedade particular e, atualmente, passa por um processo de reconhecimento como patrimônio cultural, o que reforça a relevância do espaço e a importância de sua preservação. O vandalismo ao Museu Clube da Esquina representa um episódio de intolerância ou desrespeito a um símbolo cultural de grande importância para a história musical e artística de Belo Horizonte e do Brasil.
Até o momento, não há informações sobre possíveis motivações do suspeito ou sobre o grau de dano causado às instalações do museu. A Polícia Civil deverá conduzir as investigações, com o objetivo de localizar o responsável pelo ato e esclarecer as circunstâncias do vandalismo, especialmente em um momento que antecede uma data tão significativa para o movimento musical e para a cidade de Belo Horizonte.








