A Polícia Civil de Minas Gerais realizou nesta terça-feira (20/10) a segunda fase da Operação Nêmesis, que resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões das contas bancárias de uma organização criminosa especializada na venda de drogas de alto valor, conhecidas como “drogas gourmet”. A ação também culminou na prisão de cinco indivíduos em flagrante, todos suspeitos de integrar o esquema, em bairros de Belo Horizonte, especificamente nos bairros Caiçara e Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital mineira.
A operação, conduzida pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), contou com o cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão. Além de Belo Horizonte, as buscas foram realizadas em municípios vizinhos, incluindo Contagem, Lagoa Santa, Esmeraldas e Mário Campos. Como parte das medidas de repressão financeira, os policiais também apreenderam veículos de luxo vinculados aos suspeitos e impuseram restrições à venda desses automóveis, visando dificultar a movimentação de valores ilícitos.
O principal objetivo da fase atual da operação foi atingir a estrutura financeira do grupo criminoso, de modo a inviabilizar suas atividades. Segundo o delegado Sérgio Belizário, chefe do Denarc, o bloqueio de recursos financeiros representa uma estratégia fundamental para enfraquecer organizações do tipo, uma vez que o dinheiro é considerado o motor que impulsiona o tráfico de drogas. “Quando conseguimos fazer a asfixia financeira, fica mais difícil para a organização se reestruturar”, afirmou o delegado, destacando a importância da medida para a continuidade das investigações e para o enfraquecimento do esquema.
Durante as abordagens, quatro dos suspeitos foram encontrados com drogas em posse, além de munições de arma de fogo com um dos detidos. A operação também resultou na apreensão de armas, reforçando o caráter violento do esquema. Os policiais destacaram que a ação foi direcionada não apenas ao cumprimento dos mandados de busca, mas também ao bloqueio de valores, o que visa desarticular a capacidade operacional do grupo criminoso.
As investigações continuam em andamento, com o objetivo de identificar empresas utilizadas para lavar dinheiro proveniente do tráfico, bem como possíveis “laranjas” ligados ao esquema. A Polícia Civil informou que, em setembro deste ano, uma primeira fase da operação cumpriu 39 mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados brasileiros. Segundo as autoridades, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e conexões em Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Acre, especializando-se na venda de substâncias como skunk, haxixe e ecstasy, drogas consideradas de alto valor e de consumo em nichos específicos do mercado ilícito.







