O homem suspeito de ter utilizado uma linha chilena que resultou na morte do menino Ravi Oliveira Dias, de 1 ano e 9 meses, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi formalmente indiciado por homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar. O incidente ocorreu em 27 de maio deste ano, quando Ravi foi atingido no pescoço por uma linha enquanto brincava na rua de sua residência, no bairro Arvoredo II. A Polícia Civil apurou que a linha, usada para soltar pipas, ficou presa no guidom de uma motocicleta, e, ao avançar, o motociclista puxou a linha, causando o ferimento fatal na criança.
A decisão de indiciamento foi tomada pelo juiz Elexander Camargos Diniz, da Vara do Tribunal do Júri e de Inquéritos Policiais da Comarca de Contagem. O procedimento, que investiga a morte, tem como investigado Daniel Silvino Passos. A Justiça de Contagem, ao aceitar o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), reconheceu que, inicialmente, o caso não configura um crime doloso contra a vida, ou seja, não há evidências de que o suspeito agiu com intenção de matar. O entendimento do MPMG reforçou essa avaliação, classificando o episódio como homicídio culposo.
O Ministério Público solicitou que o procedimento fosse encaminhado a uma das varas criminais comuns de Contagem, decisão que foi acatada pelo magistrado. Ressalta-se que o indiciamento não constitui uma condenação, mas sim uma etapa do processo investigatório, que ainda será avaliada pelo órgão ministerial para definir os próximos passos judiciais. Daniel Silvino Passos foi detido na data do ocorrido, mas posteriormente liberado mediante a aplicação de medidas cautelares, incluindo a proibição de deixar a comarca de Contagem por mais de oito dias sem autorização judicial e a obrigatoriedade de comparecimento bimestral à Justiça para justificar suas atividades.
A tragédia ocorreu na tarde de 27 de maio, quando Ravi brincava na rua de sua casa. Segundo informações da Polícia Militar, uma linha chilena utilizada para soltar pipas ficou presa ao guidom de uma motocicleta que passava pelo local. Ao avançar, o motociclista puxou a linha, que atingiu o pescoço da criança, causando um corte grave. Ravi foi socorrido inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pampulha, em Belo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na mesma tarde.
No mesmo dia, um jovem de 19 anos foi conduzido à Delegacia de Plantão de Contagem por policiais militares. Ele admitiu que utilizava linhas chilenas para soltar pipas, mas afirmou que, no momento do acidente, a linha estava no chão e que não estava soltando pipas naquele instante. A polícia informou que o suspeito não tentou fugir, acompanhou a ocorrência e chegou a se dirigir ao hospital onde Ravi foi levado. A perícia da Polícia Civil coletou materiais no local para auxiliar na investigação, que continua em andamento.
Este caso reforça a preocupação com o uso de linhas chilenas, que representam risco à segurança, especialmente quando utilizados de forma inadequada ou sem a devida atenção. A indagação sobre a responsabilidade do suspeito e o entendimento de que o episódio não configura crime doloso demonstra a complexidade das investigações e a necessidade de análise criteriosa por parte do sistema judicial.








