A equipe de campanha do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), manifestou-se contrariamente à conclusão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não identificou a veiculação de fake news no canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”. Segundo os assessores do parlamentar, a exclusão de diversas postagens no grupo dificultou a análise da Corte Eleitoral, prejudicando a identificação de irregularidades e notícias falsas relacionadas ao conteúdo disseminado no canal.
De acordo com a campanha, o canal utilizado para a difusão de informações, incluindo conteúdo considerado desinformativo, adotou uma estratégia deliberada de apagar sistematicamente comandos e mensagens enviadas. Essa prática, afirmam, visa inviabilizar o controle tanto das plataformas digitais quanto do próprio Tribunal Superior Eleitoral. A campanha de Bolsonaro sustenta que o procedimento de apagar mensagens impede uma análise completa e precisa do conteúdo veiculado, dificultando a comprovação de eventuais irregularidades.
A análise técnica conduzida pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, solicitada pelo ministro Kassio Nunes Marques, não constatou a circulação de notícias falsas específicas no canal criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Essa investigação ocorreu após determinação do ministro Marques para verificar se conteúdos similares ou idênticos aos analisados estavam sendo disseminados em outros canais e plataformas digitais, além de avaliar a possível atuação coordenada na propagação dessas informações.
Embora tenha determinado a suspensão do canal no último domingo, dia 11 de outubro, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral do tribunal, decidiu reestabelecer o funcionamento do canal, determinando que o caso seja julgado em plenário. Essa decisão ocorreu após uma decisão anterior de Marques, que havia ordenado a retirada do canal, mas foi revertida pelo corregedor, que também solicitou uma análise mais aprofundada pelo colegiado do TSE.
A avaliação do tribunal destacou que parte do conteúdo foi apagada antes de sua análise pública, o que impediu a transcrição integral de vídeos vinculados às postagens. A equipe de Flávio Bolsonaro atribui essa limitação às dificuldades na coleta de evidências, alegando que a urgência na solicitação de Marques comprometeu o exame completo do material. Em nota, a campanha do senador afirmou que essa situação prejudicou a investigação, além de apontar que o canal apresenta irregularidades ao não digitar ou escrever conteúdos desinformativos, limitando a transparência do que é divulgado.
Segundo a campanha, André Janones envia comandos simples, como “EXPLODAM” e “COMPARTILHEM”, além de associar esses comandos a links de mídias, dificultando o controle do conteúdo disseminado. A equipe de Bolsonaro sustenta que o verdadeiro problema não está nos comandos, mas nos links vinculados, que podem conter informações falsas ou enganosas, dificultando a fiscalização e o combate à desinformação.
Em meio às controvérsias, Janones utilizou suas redes sociais para agradecer a Flávio Bolsonaro pelo impacto que o canal tem alcançado. Ele afirmou que, após um período de crescimento mais lento, o canal voltou a registrar aumento significativo de seguidores, chegando a crescer cerca de 20 a 25 mil pessoas por hora, em comparação com picos anteriores de até 50 ou 60 mil novos seguidores por hora. O deputado reforçou a importância do apoio recebido, embora a questão do conteúdo e da estratégia de disseminação continue sendo alvo de debates no âmbito eleitoral e judicial.








