O dólar comercial registrava alta moderada na manhã desta quinta-feira (5/11), negociado ao redor de R$ 5,45, após o Banco Central interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros. Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano, encerrando uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.
A moeda norte-americana iniciou os negócios às 9h cotada a R$ 5,44. Por volta das 9h40, avançou para R$ 5,47 e, às 10h, era negociada a R$ 5,45. O valor correspondia ao mesmo patamar registrado no fechamento da sessão anterior, na quarta-feira, quando o dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 5,45.
A decisão do Copom sobre os juros foi anunciada na quarta-feira (5/11). Em comunicado divulgado após a reunião, o colegiado afirmou que houve deterioração nas condições econômicas domésticas e também no ambiente internacional. A avaliação contribuiu para a escolha de preservar a taxa de referência, em vez de dar continuidade às reduções realizadas anteriormente.
A Selic é utilizada como parâmetro para outras taxas de juros praticadas na economia. Por isso, decisões sobre seu nível influenciam as expectativas do mercado financeiro e são acompanhadas de perto por investidores, empresas e consumidores. No encontro mais recente, o Banco Central manteve o índice em 13,75% ao ano e encerrou o movimento de cinco cortes de 0,25 ponto percentual mencionado no comunicado.
Entre os fatores externos citados pelo Copom está a continuidade da guerra no Oriente Médio. Segundo a avaliação apresentada pelo comitê, o conflito afetou os preços do petróleo e aumentou a necessidade de cautela por parte das economias emergentes. O órgão também mencionou um cenário de maior instabilidade nas cotações de ativos e de commodities, categoria que inclui matérias-primas como o petróleo.
Petróleo Brent era negociado a US$ 96
No mercado internacional, o barril de petróleo Brent, referência para a formação dos preços da commodity, era negociado a US$ 96 por volta das 9h. Embora o valor ainda estivesse acima de níveis observados anteriormente, a cotação permanecia abaixo dos patamares alcançados nas semanas recentes, quando o barril chegou a superar US$ 100.
A queda nas cotações do petróleo ocorreu depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Na disputa, o Partido Democrata, que faz oposição ao presidente Donald Trump, conquistou a maioria das cadeiras do Congresso norte-americano. Esse movimento político foi apontado no contexto da retração recente dos preços da commodity.
O comportamento do petróleo também pode ser dimensionado pela comparação com fevereiro deste ano. Naquele período, antes da guerra do Irã, o barril de Brent era negociado por aproximadamente US$ 72. A diferença em relação aos US$ 96 registrados nesta quinta-feira mostra a elevação das cotações ao longo do período, apesar do recuo observado após o barril ultrapassar a marca de US$ 100.
Assim, o câmbio operava sob influência simultânea da manutenção da Selic, da percepção de maior incerteza nas condições econômicas e das oscilações no mercado internacional de petróleo. Nesse ambiente, o dólar permanecia próximo de R$ 5,45 durante a manhã desta quinta-feira.








