O candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou nesta terça-feira, 13 de novembro, de um evento em São Paulo no qual foi divulgado o apoio da maioria dos diretórios do MDB à sua candidatura. De um total de 27 diretórios, 17 manifestaram respaldo ao parlamentar, enquanto os demais 10 continuam apoiando o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A confirmação desse apoio ocorre em um momento de intensificação das disputas eleitorais, a apenas 12 dias do segundo turno.
Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando ministros de tentarem influenciar o processo eleitoral. Ele afirmou que os ministros ligados ao governo Lula “tentaram e continuam tentando interferir nas eleições”, referindo-se também às ações do tribunal em 2022. Para o candidato, essa interferência representa uma ameaça à integridade do sistema democrático e à autonomia do Judiciário, ressaltando a necessidade de proteger a instituição do STF, considerada por ele como a mais importante do país.
No evento, Flávio também abordou o pacote de benefícios anunciado pelo presidente Lula para os Microempreendedores Individuais (MEIs). O governo federal pretende enviar ao Congresso um projeto de lei que perdoa R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de aproximadamente 3,6 milhões de MEIs. O pacote inclui ainda o lançamento do Pix MEI, uma linha de crédito de até R$ 5 mil para investimentos, além da possibilidade de compra de dívidas bancárias através do programa Desenrola 3.0. Algumas dessas iniciativas dependem da aprovação do Legislativo para serem implementadas.
O candidato do PL aproveitou para acusar Lula de tentar comprar votos dos microempreendedores, alegando que a estratégia ocorre a poucos dias do segundo turno. Segundo Flávio, o governo estaria oferecendo benefícios, como o pagamento de um Pix e a ampliação do limite para pagamento de imposto de renda por parte dos MEIs, como uma tentativa de conquistar esse segmento eleitoral, questionando por que tais medidas não foram tomadas ao longo de seus quatro anos no poder.
Ainda sobre o cenário político, Flávio Bolsonaro reafirmou sua posição favorável à proposta de extinção da escala 6×1, uma mudança na legislação trabalhista que, segundo ele, visa beneficiar os trabalhadores. Ele garantiu que votará a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o fim do sistema, destacando que a discussão deveria ocorrer fora do período eleitoral, com responsabilidade e calma. O senador também afirmou que, apesar de ainda não ter conversado com líderes do Senado, como Rogério Marinho e Carlos Portinho, sua opinião sobre o tema deve prevalecer na maioria do Partido Liberal.
Questionado por um blog sobre a posição da oposição em relação à PEC, Flávio disse que ainda não dialogou com alguns líderes da bancada, mas que acredita que sua posição será seguida pela maioria do partido. Por fim, o senador anunciou que não participará do debate promovido pela Band no próximo domingo, 19 de novembro, afirmando que sua equipe técnica será responsável por decidir sua participação ou não na discussão.
A postura de Flávio Bolsonaro, aliado ao seu apoio do MDB e às críticas ao STF, reforça o cenário de polarização e disputa pelo apoio político nesta fase final da campanha presidencial.









