A Diocese de Jundiaí, em São Paulo, confirmou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva após ele ter declarado adesão voluntária à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), uma organização que realiza celebrações e ordenações sacerdotais sem a autorização do Vaticano. A decisão foi tomada após o religioso integrar a FSSPX, que é reconhecida pela Igreja Católica como uma congregação que promove práticas contrárias à doutrina oficial, incluindo celebrações sem mandato apostólico e ordenações realizadas em desacordo com o Vaticano.
Segundo a Diocese de Jundiaí, o padre Rodrigo passou a fazer parte da FSSPX após a ordenação de quatro sacerdotes por essa entidade, ocorrida em 1º de julho. Essas ordenações, realizadas sem o mandato do Papa, representam uma ruptura com a autoridade da Igreja Católica Romana, e a Santa Sé já declarou que as celebrações realizadas por Rodrigo, portanto, não possuem validade para a Igreja Católica.
Natural de Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, Rodrigo de Oliveira Silva nasceu em uma família sem tradição religiosa. Ele é o terceiro de quatro irmãos e ingressou no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro, localizado em Jundiaí, em 2004. Após anos de formação, concluiu seus estudos de filosofia e teologia em 2009, sendo ordenado diácono no ano seguinte, em 2010. Em 2011, foi ordenado sacerdote na mesma cidade, iniciando sua atuação pastoral na Diocese de Jundiaí.
Durante sua trajetória, o padre Rodrigo atuou inicialmente como vigário, exercendo funções pastorais em diferentes comunidades. Posteriormente, seguiu para o Pará, onde permaneceu por cinco anos em uma missão na Diocese de Marabá, atuando em regiões de difícil acesso e com forte presença de comunidades rurais. Em 2017, retornou ao interior de São Paulo para assumir a paróquia de Santo Antônio, localizada na cidade de Cajamar, onde permaneceu até o momento de sua adesão à FSSPX.
Após deixar a paróquia, Rodrigo obteve autorização para uma experiência de vida eremítica na Diocese de Campanha, em Minas Gerais, onde permaneceu até o final de 2025. Além de sua atuação pastoral, o padre realizou uma pós-graduação em espiritualidade com os Salesianos e atuou na Pastoral do Dízimo, assumindo diferentes responsabilidades dentro da Igreja Católica ao longo de sua trajetória.
A adesão do padre Rodrigo à FSSPX e sua posterior excomunhão representam uma ruptura significativa em sua trajetória pastoral e levantam questões sobre os limites da autonomia sacerdotal e a fidelidade às doutrinas da Igreja Católica. A Diocese de Jundiaí reforçou que as celebrações realizadas por ele após sua adesão à organização não têm validade canônica, reafirmando a posição oficial da Igreja frente às ações do religioso.








