Os corpos do empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, e do piloto Wellington Oliveira Pereira, de 34 anos, vítimas da queda do monomotor ocorrida na segunda-feira (4), no bairro Silveira, em BH, serão velados e sepultados nesta quarta-feira (6).
Leonardo, que foi levado para o Hospital João XXIII e não resistiu aos ferimentos horas após o acidente, será velado e sepultado nesta quarta-feira (6) no Cemitério Vale das Flores, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.
Já o piloto da aeronave, Wellington Oliveira Pereira, de 34 anos, que morreu ainda no local da queda, será sepultado no fim da tarde desta quarta-feira (6/5) em Santa Fé, no interior do Paraná.
De acordo com a Polícia Civil, ambos os corpos foram liberados pelo Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte por meio de funerárias autorizadas aos familiares. Os exames de necropsia irão investigar a causa do acidente.
Outra vítima fatal, Fernando Souto Moreira, também de 34 anos, teve o velório marcado para às 16h desta terça-feira (5) em Jequitinhonha, no interior de Minas. Fernando era filho do prefeito do município.
Os outros dois ocupantes da aeronave, Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos, e Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, permanecem internados no Hospital João XXIII. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelo hospital. informou que não divulgará novos boletins sobre o estado de saúde dos sobreviventes.
O que se sabe sobre a queda de avião em BH?
O avião havia partido de Teófilo Otoni com seis ocupantes. Um vídeo que mostra o momento da decolagem foi compartilhado nas redes sociais. Após pousar no Aeroporto da Pampulha, na capital, duas pessoas desembarcaram e Hemerson embarcou. Em seguida, a aeronave voltou a decolar com destino a São Paulo.
Segundo informações iniciais, o piloto relatou dificuldades durante a decolagem à torre de controle antes da queda. O avião caiu no estacionamento de um prédio residencial. Não houve vítimas entre moradores ou pessoas em solo.
A aeronave era um EMB-721C, fabricado em 1979, conhecido popularmente como “sertanejo”. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil, o modelo tinha situação de aeronavegabilidade regular, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia realizar transporte comercial remunerado de passageiros.
O grupo a bordo era ligado à Uaitag, empresa do setor de tecnologia e cartões.
As causas do acidente seguem sob investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e da Polícia Civil de Minas Gerais.







