Um homem de 54 anos foi ouvido pela Polícia Militar em Belo Horizonte após a morte de uma idosa, identificada como Laura Quirina Pereira Gomes, ocorrida na residência da vítima. Apesar de ter sido considerado suspeito, ele foi liberado após o depoimento, enquanto a investigação continua para esclarecer as circunstâncias do óbito.
Segundo relato no boletim de ocorrência, o suspeito relatou que combinou de encontrar Laura na casa onde ela morava, por volta das 14h. Ele afirmou que, após chegarem ao imóvel, os dois desceram ao andar inferior da residência, onde tiveram relação sexual. Durante o ato, o suspeito disse que Laura passou a passar mal, vomitando, e declarou que precisava tomar banho, indo para o andar superior da casa.
Ainda de acordo com o depoimento, o homem relatou que, pouco tempo depois, ouviu um barulho forte e, ao subir, encontrou a idosa caída de costas no chão, com os olhos parcialmente abertos. Ele tentou reanimá-la, colocando Laura no sofá, e notou sangue no ombro e uma lesão na região da nuca, que atribuiu a uma queda. Em seguida, deu banho na vítima.
O suspeito afirmou que, em determinado momento, percebeu que a boca de Laura estava “torta e arroxeada”. Por volta das 15h25, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após ela parar de respirar e seu corpo começar a ficar frio. Segundo ele, aguardou a chegada da equipe de emergência em outro local, com receio de possíveis represálias, e só entrou em contato com a polícia após a equipe médica ser acionada.
Quando os policiais chegaram à residência, encontraram Laura morta, sentada em um sofá, sem roupas e parcialmente coberta por uma toalha molhada. A perícia foi acionada, mas inicialmente não identificou sinais evidentes de luta corporal ou marcas de agressão visíveis no corpo da vítima. A fragilidade da pele de uma idosa dificultou a avaliação de possíveis lesões internas ou externas.
Durante as diligências no imóvel, os peritos coletaram vestígios que podem ajudar a esclarecer o caso. A toalha que cobria parcialmente o corpo de Laura apresentava manchas de sangue e estava molhada, além de uma pequena mancha de sangue ter sido localizada atrás da porta de entrada da residência. No quarto utilizado por Laura, havia vômito no chão, indicando possível quadro de mal-estar ou tentativa de cuidados na cena do ocorrido.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames que devem determinar a causa exata da morte. Apesar de não haver sinais claros de violência no local, a Polícia Militar decidiu tratar o caso como feminicídio, considerando a suspeita de que a morte possa estar relacionada a uma violência de gênero.
A investigação também tomou conhecimento de que a neta de Laura informou que a avó vinha sofrendo ameaças de extorsão por parte de um homem, que estaria exigindo dinheiro e possuía fotos íntimas da idosa. No entanto, a pessoa apontada pela neta como responsável por essas ameaças não é a mesma que esteve com Laura antes de ela ser encontrada morta.
A polícia continua as apurações para esclarecer as circunstâncias do falecimento de Laura Quirina Pereira Gomes, enquanto aguarda os resultados dos exames no IML que podem revelar detalhes essenciais para a investigação. O suspeito, ouvido na manhã seguinte ao ocorrido, foi liberado após prestar depoimento, permanecendo sob investigação.









