Um homem de 51 anos, Rogério Cássio Duarte Passos, foi encontrado morto na própria residência localizada na Vila São Tomás, região Norte de Belo Horizonte, na quarta-feira, dia 12 de outubro. A princípio, informações indicaram que a morte teria ocorrido por causas naturais, mas o filho da vítima, Patrick Augusto Almeida Passos, de 28 anos, manifestou suspeitas de que o pai possa ter sido vítima de agressão, solicitando que o caso seja devidamente investigado pelas autoridades.
Segundo Patrick, ele foi informado de que o corpo de Rogério teria sido levado inicialmente para uma funerária, após a constatação da morte. No entanto, o jovem afirmou que, ao chegar ao local, diversas testemunhas relataram que seu pai havia sido agredido e espancado. Ele também relatou que uma pessoa presente na ocasião, que é familiar da vítima, impediu que o corpo fosse removido pelo Instituto Médico-Legal (IML), optando por chamar diretamente uma funerária para a retirada do corpo. Essa atitude levantou suspeitas e reforçou a desconfiança do filho quanto às circunstâncias da morte.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família, Patrick recebeu informações de que seu pai teria sido agredido após uma confusão envolvendo uma tentativa de invasão ou furto a um estabelecimento comercial. Rogério, que tinha uma vida dedicada ao trabalho, era considerado uma pessoa trabalhadora e de bom caráter, conforme relatos do filho. Patrick também destacou que há suspeitas de que Rogério vivia sob ameaças de parentes, o que poderia estar relacionado ao contexto de desentendimentos familiares e questões patrimoniais.
O jovem afirmou ainda que recebeu relatos de terceiros de que seu pai teria mencionado ter sido vítima de agressões físicas. Diante dessas informações, Patrick declarou que é fundamental esclarecer as causas da morte, pois uma pessoa de 51 anos, que era ativa, trabalhadora e viajava com frequência, não condiz com uma morte por causas naturais, especialmente quando há indícios de violência.
No boletim de ocorrência, Patrick detalhou que Rogério tinha conflitos relacionados a assuntos familiares e patrimoniais, incluindo disputas por herança, além de possuir um dinheiro aplicado e um seguro de vida. Ele também revelou que foi impedido por uma familiar de acessar informações sobre o atestado de óbito, bem como os procedimentos que seriam realizados após a morte. Além disso, Patrick relatou que, após o falecimento, operações financeiras por meio de Pix foram feitas com a conta do pai, o que levanta suspeitas de movimentações suspeitas ou indevidas.
A Polícia Civil de Belo Horizonte foi acionada e está analisando o caso, aguardando o retorno oficial para determinar se a investigação será aprofundada. A expectativa é de que as autoridades esclareçam as circunstâncias da morte de Rogério Cássio Duarte Passos e verifiquem possíveis indícios de violência ou irregularidades relacionadas ao episódio.








