O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) rejeitou nesta sexta-feira, 14 de dezembro, o pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados de Paola Stefany Neto Cirino, a diarista acusada de assassinar um casal de idosos em Belo Horizonte. A decisão mantém a prisão preventiva da ré, que foi detida no dia 1º de julho, após ser localizada em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais.
O crime ocorreu em 29 de junho, no apartamento das vítimas, localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os corpos de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Inácio, de 76 anos, foram encontrados na manhã seguinte pelo filho do casal. Segundo as investigações, Paola Stefany, que havia começado a trabalhar na residência no dia do crime após ser indicada por um primo de Maria Clotilde, confessou a autoria do latrocínio, admitindo ter matado o casal com várias facadas. Ela também revelou que dopou as vítimas durante o almoço, ao preparar um suco com comprimidos triturados, enquanto Cláudio dormia no quarto e Maria Clotilde na sala.
Durante o crime, a suspeita também tomou banho, trocou de roupa e negociou os bens roubados no centro de Belo Horizonte. Após o assassinato, ela fugiu do local e foi presa na noite de 1º de julho, em um hotel na cidade de Itabira, onde estava hospedada. A investigação aponta que ela utilizou de violência extrema contra as vítimas, reforçando a gravidade do caso.
A defesa de Paola Stefany alegou, na tentativa de obter sua liberdade, que ela é ré primária e possui “excelentes antecedentes criminais”. Os advogados também argumentaram que o processo contra ela seria um fato isolado em sua trajetória de vida. Entretanto, o desembargador Valladares do Lago, da 4ª Câmara Criminal do TJMG, considerou que a gravidade do latrocínio contra os idosos e as investigações em andamento contra a suspeita por crimes patrimoniais justificam a manutenção da prisão.
O magistrado destacou ainda que o uso de tornozeleira eletrônica, como medida cautelar, poderia ser insuficiente, especialmente pelo fato de Paola Stefany não residir em Belo Horizonte, o que facilitaria uma possível fuga. Para o desembargador, a decisão de manter a prisão preventiva é prudente até que sejam esclarecidos todos os detalhes do caso, ressaltando a necessidade de uma análise mais aprofundada em julgamento futuro.
A condenação de Paola Stefany Neto Cirino é fundamentada na confissão do próprio crime, que resultou na morte do casal de idosos, cuja violência foi considerada brutal. O caso chamou atenção pela violência do latrocínio, que envolveu não apenas o homicídio, mas também roubo de bens, e pela postura da suspeita, que, após o crime, se envolveu em negociações ilícitas. A decisão do TJMG reforça a preocupação com a gravidade do delito e a necessidade de medidas que garantam a segurança pública até o julgamento final do processo.








