Uma jovem de 20 anos, vítima de violência doméstica em Belo Horizonte, expressou alívio após a prisão preventiva do ex-companheiro, de 34 anos, ocorrida nesta quinta-feira (20). O suspeito foi localizado e detido pela Polícia Civil no bairro Acaiaca, na Região Nordeste da capital mineira, após investigações que duraram algumas semanas. A mulher, que manteve um relacionamento de quatro anos com o homem e tem um filho com ele, relatou que, apesar de frequentes brigas e discussões, não havia um histórico de agressões físicas até o momento do crime.
Segundo ela, a decisão de terminar o relacionamento foi motivada pelos conflitos constantes, mas o ex-companheiro não aceitou o fim e, de acordo com a vítima, já havia feito ameaças de morte. Em entrevista ao portal Itatiaia, a jovem explicou que foi ela quem tomou a iniciativa de encerrar a relação, por causa das brigas que se tornaram insustentáveis. “Eu que resolvi pôr fim no relacionamento, exatamente por causa das nossas brigas. Ele não aceitava o término e sempre deixou bem claro que, se um dia eu terminasse com ele, ele ia me matar”, relatou.
Após a separação, a vítima afirmou que não mantinha contato direto com o ex-companheiro, tendo as informações sobre o filho repassadas por seus pais. O incidente que levou à prisão ocorreu no dia 8 deste mês, quando ela retornava do trabalho e foi abordada pelo ex-companheiro na rua, próximo à sua residência. Ela estava acompanhada de uma vizinha no momento, enquanto o atual namorado da jovem já havia deixado o local anteriormente.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o agressor atacou a ex-companheira com golpes de capacete, além de socos e chutes. Vizinhos que testemunharam o episódio intervieram para impedir que as agressões continuassem, mas o suspeito conseguiu fugir antes da chegada da polícia. A vítima declarou que, durante o ataque, sua principal preocupação era o filho, e que só pensava nele, pedindo a Deus para que a salvasse da situação. “Eu só pensava muito no meu filho e pedia a Deus para me tirar daquela situação, para não deixar eu morrer. Foi uma cena muito horrível, muito ruim mesmo”, descreveu.
Após as investigações, a delegada Ariane Alcântara, responsável pelo caso, solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi cumprida pela Polícia Civil na residência dele, situada no bairro Acaiaca. A prisão trouxe um sentimento de alívio para a vítima, que temia que as ameaças e agressões pudessem se repetir caso o homem permanecesse em liberdade. “Agora eu quero que a Justiça seja feita e que ele pague pelos atos dele. Eu só quero que a Justiça seja feita mesmo”, afirmou.
A jovem também destacou que a preocupação não se limita a ela, mas inclui o filho e sua família. Ela revelou que, após o término do relacionamento, o ex-companheiro enviou recados por meio de familiares, o que aumentou seu medo de novas ameaças ou agressões. A prisão do suspeito foi vista por ela como uma medida que trouxe segurança e esperança de que o ciclo de violência seja interrompido.







