O cantor Roberto Carlos fez um alerta nesta segunda-feira, 20 de novembro, sobre a circulação de um vídeo falso que utiliza sua imagem e uma voz que imita a sua para promover um suposto tratamento de saúde. Em uma declaração publicada em suas redes sociais, o artista esclareceu que não participou da gravação do conteúdo e que não autorizou o uso de sua imagem ou voz.
Roberto Carlos enfatizou que o vídeo em questão é completamente falso e não tem qualquer ligação com sua pessoa. “Nunca gravei esse vídeo, não autorizei o uso da minha imagem ou da minha voz e não tenho nenhuma relação com o tratamento, produto divulgado ou suposto médico mencionado”, afirmou. A declaração do cantor é um claro aviso para os fãs e o público em geral, destacando a importância de não se deixar enganar por informações enganosas que circulam na internet.
Além de desmentir o vídeo, o cantor fez um apelo para que as pessoas não compartilhem o material. Segundo ele, a disseminação desse tipo de conteúdo não apenas engana o público, mas também pode resultar em sérios prejuízos para aqueles que acreditam em informações falsas relacionadas à saúde. “Peço que não compartilhem esse material. Além de enganar as pessoas, esse tipo de conteúdo pode causar prejuízos a quem acredita em informações falsas sobre saúde”, reiterou.
O caso de Roberto Carlos ressalta um fenômeno crescente no mundo digital: o uso da inteligência artificial para a criação de vídeos falsos, conhecidos como deepfakes. Essa tecnologia permite que imagens e vozes de pessoas públicas sejam reproduzidas de forma convincente, sem a autorização dos indivíduos representados. Os deepfakes têm sido utilizados em diversos contextos, desde entretenimento até fraudes e disseminação de desinformação, levantando preocupações sobre a ética e a legalidade de tais práticas.
O cantor também reforçou que qualquer informação oficial sobre sua carreira ou sua imagem deve ser buscada exclusivamente em seus canais oficiais. Essa medida é fundamental para proteger tanto sua integridade quanto a de seus fãs, que podem ser alvos de fraudes e desinformação.
A situação destaca a necessidade de maior conscientização sobre os riscos associados ao uso de tecnologias de inteligência artificial, especialmente no que diz respeito à manipulação de imagens e vozes de figuras públicas. Em um cenário em que a desinformação se espalha rapidamente, é crucial que o público desenvolva um senso crítico para avaliar a veracidade das informações que consome e compartilha.








