Alex Pucinelli, filiado ao partido Democrata, anunciou sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Esta será a primeira vez que ele concorre a um cargo eletivo e se posiciona como uma alternativa aos grupos políticos que dominam o estado desde a década de 1990. Sem experiência em mandatos públicos, Pucinelli pretende implementar práticas de gestão inspiradas na iniciativa privada e desafiar o que ele considera um “modelo político tradicional”.
Natural de Cuiabá e formado em Administração de Empresas e Eletrotécnica, Pucinelli tem uma trajetória no setor empresarial e atua como professor em uma escola bíblica dominical. Ele se define como um conservador e cristão, afirmando que sua candidatura representa uma nova opção no cenário político mato-grossense, especialmente em oposição ao grupo que governa o estado há quase três décadas.
Diferentemente de seus principais concorrentes, que já ocupam cargos públicos, Pucinelli acredita que sua falta de experiência política é um diferencial positivo, pois o libera de “vícios” da administração pública e de compromissos com grupos políticos estabelecidos. O pré-candidato argumenta que a alternância de poder é essencial para Mato Grosso, criticando a permanência das mesmas lideranças por tanto tempo, o que, segundo ele, limita a inovação e favorece uma gestão voltada a interesses específicos.
Pucinelli planeja utilizar as redes sociais como principal ferramenta de campanha, já que sua sigla, o Democrata, possui uma estrutura menor em comparação a outros partidos influentes no estado. Ele acredita que as plataformas digitais permitirão que ele alcance um público mais amplo, apresentando suas propostas e aumentando o conhecimento do eleitor sobre sua candidatura.
Uma das principais propostas de Pucinelli é a transformação das mais de 600 escolas estaduais em instituições de ensino integral. O projeto, segundo ele, seria implementado gradualmente e contaria com a criação de uma secretaria específica para coordenar a transição. O pré-candidato sustenta que essa medida melhoraria o desempenho educacional, permitiria que os pais trabalhassem durante o dia e diminuiria a exposição de crianças e adolescentes à criminalidade.
Na área da saúde pública, Pucinelli identifica as longas filas para consultas, exames e cirurgias como o principal problema. Para resolver essa questão, ele propõe a criação de uma central única de regulação que conectaria os sistemas municipais e estadual, utilizando tecnologia e inteligência artificial para otimizar o atendimento e reduzir o tempo de espera.
Em relação à segurança pública, o pré-candidato defende o aumento do efetivo policial e um combate mais intenso às facções criminosas, além de investimentos em inteligência. Pucinelli sugere que recursos atualmente destinados a incentivos fiscais e despesas ineficientes sejam realocados para fortalecer as forças de segurança e combater o crime organizado. Ele acredita que a expansão das escolas de tempo integral também contribuiria para a redução do recrutamento de jovens por organizações criminosas.
Na esfera econômica, Pucinelli quer revisar os critérios para concessão de incentivos fiscais, defendendo que esses benefícios sejam temporários e direcionados a empresas e municípios que realmente necessitam de apoio, em vez de favorecer grandes grupos econômicos já consolidados. Ele também propõe aumentar a agregação de valor à produção agropecuária de Mato Grosso, estimulando a industrialização do estado por meio de incentivos regionais, com foco em municípios menos desenvolvidos.
Durante sua pré-campanha, Pucinelli tem direcionado críticas ao grupo político que governa Mato Grosso há cerca de 30 anos, argumentando que a concentração de poder entre as mesmas lideranças impede o surgimento de novas ideias e a alternância política. Para ele, a disputa de 2026 não é entre projetos distintos, mas sim entre membros de um mesmo grupo político que apenas mudaram de posição ao longo do tempo. O pré-candidato promete um “choque de gestão”, inspirado em práticas da iniciativa privada, com ênfase no uso de tecnologia, inteligência artificial e uma revisão da política de incentivos fiscais, aproveitando sua condição de estreante na política para apresentar propostas livres de “vícios” acumulados por quem ocupa cargos públicos há décadas.






