O candidato Augusto Cury, representante do partido Avante na disputa presidencial, atingiu pela primeira vez na história de levantamentos do instituto Quaest a marca de 10% nas intenções de voto, consolidando-se na terceira colocação da corrida presidencial. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (2) e representa um marco importante para a chamada “terceira via”, que busca alternativas ao polarizado duelo entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
Este é um feito inédito para os levantamentos do instituto desde o último ciclo eleitoral, em 2022, quando nenhum candidato fora do eixo Lula-Bolsonaro conseguiu registrar dois dígitos nas pesquisas. Até então, o máximo registrado por um postulante fora dessa polarização foi de 8%, percentual alcançado por nomes como Ciro Gomes (PDT) em 31 de agosto de 2022, e por outros candidatos que, apesar de figurarem na disputa, não chegaram a avançar na preferência eleitoral de forma significativa.
No atual cenário, Cury mantém-se como a única figura da terceira via a atingir a marca de dois dígitos, o que demonstra uma crescente aceitação por parte do eleitorado e uma mudança no panorama eleitoral. Vale destacar que, em janeiro e fevereiro deste ano, os principais concorrentes dessa faixa, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, apresentaram intenções de voto de 8%, números considerados baixos e que, até o momento, não sinalizam uma entrada efetiva na disputa presidencial.
Para contextualizar, em 2022, a maior porcentagem registrada por candidatos fora do principal confronto Lula versus Bolsonaro foi de 8%, alcançada por Ciro Gomes, em uma pesquisa de agosto, enquanto Simone Tebet (MDB) nunca ultrapassou 5% em qualquer levantamento divulgado até então. Esses dados reforçam a dificuldade enfrentada por nomes de terceira via em obter maior projeção no cenário eleitoral nacional, até que Cury, nesta rodada, quebrou essa tendência ao atingir os dois dígitos.
A ascensão de Augusto Cury na pesquisa da Quaest reflete uma possível mudança no perfil de intenções de voto, indicando que o eleitorado está começando a considerar alternativas mais distintas dos candidatos tradicionais. Ainda assim, o cenário permanece competitivo, e a consolidação de Cury na terceira colocação pode influenciar o desenvolvimento da campanha e o posicionamento dos demais candidatos na reta final do período de campanha eleitoral.
Este avanço de Cury evidencia a complexidade do quadro político atual, marcado por um eleitorado cada vez mais atento às opções além do polarizado Lula versus Bolsonaro, e sugere que a disputa pela preferência do eleitorado pode apresentar surpresas nas próximas pesquisas.









