Os vereadores de Belo Horizonte se reunirão nesta quinta-feira, 2 de novembro, para deliberar em primeiro turno sobre a autorização para a prefeitura da capital mineira contrair um empréstimo de R$ 1,1 bilhão. Este montante está vinculado ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é parte do Projeto de Lei (PL) 645/2026, que será discutido durante a sessão plenária da tarde. A proposta surge menos de um mês após a Câmara Municipal (CMBH) ter aprovado outra autorização para que o Executivo obtivesse um crédito bilionário destinado a obras no Anel Rodoviário.
O projeto apresentado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) visa garantir recursos para a realização de obras em quatro áreas principais: mobilidade urbana, drenagem, urbanização e contenção de riscos. Um dos aspectos mais destacados da proposta é a alocação de R$ 425 milhões para a compra de 190 novos ônibus articulados, que serão integrados ao sistema de transporte coletivo MOVE-BRT, visando melhorar a eficiência e a qualidade do serviço.
Além disso, a maior parte dos recursos do empréstimo, aproximadamente R$ 599,2 milhões, será destinada ao Manejo de Águas Pluviais. O projeto inclui a execução de obras estruturantes em bacias que apresentam grande impacto na cidade, com destaque para o Córrego Embira, que receberá R$ 215,8 milhões para a realização de serviços de macrodrenagem. Essas intervenções têm como objetivo a remoção de mais de 500 residências situadas em áreas de risco, uma medida necessária para a segurança e bem-estar da população.
A situação financeira da PBH é complexa, uma vez que os empréstimos contraídos nos últimos 20 anos têm gerado um impacto significativo nas contas do município. De acordo com informações divulgadas pela rádio Itatiaia, apenas no mês de abril deste ano, a administração municipal desembolsou R$ 70 milhões para o pagamento de parcelas de créditos antigos. Desse total, cerca de R$ 25 milhões foram utilizados exclusivamente para o pagamento de juros. Atualmente, a dívida total da cidade soma R$ 3,6 bilhões, com parcelas que se estenderão por várias décadas.
Em uma entrevista concedida à reportagem, o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão de Belo Horizonte, Bruno Passeli, defendeu que os números apresentados no projeto estão alinhados com a realidade orçamentária do município e respeitam os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Passeli enfatizou a importância do investimento em infraestrutura para o desenvolvimento da cidade e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
A votação do projeto na Câmara Municipal representa um passo importante para a execução de obras essenciais em Belo Horizonte, que buscam atender às demandas da população e promover um crescimento urbano sustentável.









