Durante uma sabatina promovida pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), realizada no Auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em Belo Horizonte, o candidato ao governo de Minas Gerais pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Túlio Lopes, manifestou sua posição contrária às privatizações de empresas públicas de água e energia, defendendo que esses serviços essenciais permaneçam sob gestão pública. Lopes afirmou que a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi um “equívoco estratégico” e criticou a possibilidade de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), ressaltando que ambos os setores devem ser tratados como direitos da população e não como mercadorias.
Lopes destacou que a privatização da Copasa, ocorrida sem a realização de referendo popular e atrelada a negociações questionáveis relacionadas à dívida pública do Estado com a União, não trouxe benefícios ao desenvolvimento econômico ou à solução dos problemas fiscais de Minas Gerais. Segundo ele, a transferência de gestão dos serviços para o setor privado não contribuiu para a melhoria na qualidade do saneamento básico ou na ampliação do acesso à água, além de não ter ajudado a resolver o passivo financeiro do Estado. “A privatização da Copasa é um equívoco estratégico, realizado sem o devido referendo popular e atrelado, de forma questionável, a negociações da dívida pública com a União”, afirmou Lopes, reforçando sua crítica à medida.
Ao abordar a Cemig, Lopes argumentou que a empresa de energia não deve ser administrada exclusivamente com foco nos interesses dos acionistas, mas sim considerando as necessidades da população mineira. Ele destacou que a gestão da Cemig deve priorizar o atendimento às famílias de baixa renda, que enfrentam dificuldades financeiras e o risco de cortes no fornecimento de energia. “No caso da Cemig, a gestão não pode estar subordinada apenas aos interesses dos acionistas, ignorando as necessidades da população, especialmente das famílias de baixa renda, que sofrem com o endividamento e o risco de cortes severos no fornecimento”, declarou.
O candidato também comentou sobre experiências de privatização em outros estados brasileiros, ressaltando que esses exemplos não demonstram eficiência na transferência de serviços públicos para a iniciativa privada. Lopes afirmou que a privatização, em muitos casos, não se mostrou uma solução eficaz para os problemas do setor, reforçando sua defesa de fortalecer os serviços públicos. Como alternativa, ele propôs o fortalecimento do controle popular sobre as empresas públicas de água e energia, promovendo maior participação da sociedade na gestão e no planejamento estratégico, com foco no desenvolvimento regional e na garantia de direitos essenciais à população.
Para Lopes, o modelo de privatização não é a resposta para os desafios do setor público em Minas Gerais, sendo fundamental priorizar a manutenção e o aprimoramento dos serviços sob controle estatal, garantindo que água e energia continuem sendo considerados direitos básicos, e não mercadorias sujeitas às oscilações do mercado.








