Durante o debate realizado na noite deste domingo (16) pela Rede Bandeirantes, os candidatos ao Governo de Minas Gerais abordaram temas relacionados à mineração e às questões burocráticas que envolvem o setor produtivo no estado. O encontro contou com a participação de Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Alexandre Kalil (PDT). O candidato do PT, Patrus Ananias, justificou sua ausência, alegando compromisso em São Paulo para o lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
No centro do debate, Gabriel Azevedo questionou Flávio Roscoe sobre as medidas necessárias para evitar a corrupção no setor de mineração e garantir a preservação ambiental. Em resposta, Roscoe defendeu a mineração legal, destacando sua importância para Minas Gerais. Segundo ele, o setor é “vital” para a economia do estado, e muitas vezes sofre uma demonização que não reflete sua real contribuição para o cotidiano da população. O candidato do PL afirmou que tudo que utilizamos no dia a dia vem da produção mineral e reforçou seu compromisso com a mineração sustentável. Segundo Roscoe, a fiscalização deve ser rigorosa, punindo severamente a mineração irregular, e afirmou que essa postura tem sido uma prioridade de sua gestão.
Roscoe também destacou a necessidade de preservar áreas ambientais importantes, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte, defendendo com veemência a punição da mineração ilegal. Como proposta, afirmou que a criação de um parque metropolitano na região poderia contribuir para a conservação da área, além de sugerir a implementação de um fundo voltado ao desenvolvimento da educação como contrapartida à mineração. Ele também enfatizou a importância de investir em ferrovias, utilizando recursos provenientes do setor mineral, para melhorar a infraestrutura de transporte no estado.
Por sua vez, Gabriel Azevedo apresentou propostas voltadas à redução da burocracia, defendendo a criação de um parque na Serra do Curral na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com o objetivo de preservar a área. Além disso, sugeriu a formação de um fundo específico para impulsionar a educação, como uma contrapartida social à atividade mineradora. A proposta inclui também a implementação de ferrovias financiadas com recursos do próprio setor de mineração, com o intuito de promover o desenvolvimento econômico e logístico do estado.
Durante sua tréplica, Flávio Roscoe reforçou a necessidade de simplificar a burocracia que envolve o setor produtivo, não apenas na mineração, mas em toda a economia de Minas Gerais. Segundo ele, o excesso de procedimentos burocráticos é uma das causas do aumento da corrupção, e combater essa complexidade é uma prioridade para facilitar os negócios e fortalecer o setor produtivo do estado.
O debate contou ainda com a participação de outros candidatos, como Mateus Simões, Cleitinho Azevedo e Alexandre Kalil, que abordaram temas diversos relacionados ao desenvolvimento econômico, infraestrutura e sustentabilidade. O encontro foi marcado por uma troca de ideias que evidenciou diferentes abordagens dos candidatos frente aos desafios de Minas Gerais na área de mineração, meio ambiente e burocracia administrativa.








