Durante debate entre candidatos ao governo de Minas Gerais promovido pela Band neste domingo (16), o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-prefeito da capital Alexandre Kalil (PDT) protagonizaram uma troca de provocações que evidenciou tensões entre ambos. Azevedo questionou a ausência de propostas específicas para motoristas de aplicativos no plano de governo de Kalil, enquanto o ex-prefeito respondeu às críticas com uma defesa veemente de sua gestão e uma tentativa de desqualificar o adversário.
A discussão teve início quando Azevedo criticou a falta de atenção de Kalil às demandas dessa categoria, rememorando um episódio de seu mandato como prefeito, durante o qual motoristas de aplicativos realizaram protestos contra um projeto de lei em tramitação. A proposta, na época, incluía regras controversas, como limites de idade para a frota de veículos, o que gerou insatisfação entre os profissionais do setor. Azevedo aproveitou o momento para apontar que o plano de governo de Kalil não contempla ações específicas voltadas para esses motoristas, o que, na avaliação dele, demonstra uma lacuna importante na proposta do candidato.
Kalil, por sua vez, negou qualquer oposição aos motoristas de aplicativos e criticou o tom de Azevedo, alegando que sua postura era de “professoralismo” e que a sua gestão buscou resolver problemas trazidos pela modernidade. Ele afirmou que, durante seu mandato, promoveu debates envolvendo representantes de motoristas de Uber e taxistas, buscando soluções equilibradas para a regulamentação do setor, sem se posicionar contrariamente a uma das categorias.
A resposta de Azevedo não tardou, e ele afirmou que a postura de Kalil demonstrava um descontrole emocional, além de sugerir que tal comportamento refletiria uma dificuldade de manter a calma em uma eventual gestão de estado. Para o MDBista, essa condição seria um obstáculo para o diálogo com instituições e diferentes setores da sociedade, incluindo aqueles com opiniões divergentes. Ele também aproveitou para reforçar seu respeito à classe dos professores, pedindo que Kalil respeitasse esses profissionais.
A réplica de Kalil foi direta ao esclarecer que sua fala anterior não tinha intenção de desrespeitar os professores. Aproveitou ainda para fazer uma crítica indireta a Azevedo, questionando o crescimento patrimonial do adversário desde que ingressou na política. Kalil afirmou que, ao entrar na vida pública, Azevedo tinha uma bicicleta, mas que atualmente possui um bar, um carro com motorista e outros bens, insinuando um aumento patrimonial considerado excessivo por ele.
A troca de provocações evidenciou o clima de acirramento entre os candidatos na disputa pelo governo de Minas Gerais, além de refletir as diferenças de estilo e posicionamento entre os dois políticos. Enquanto Azevedo busca marcar posição por meio de críticas diretas ao adversário, Kalil tenta se defender e reforçar sua imagem de gestor que busca resolver problemas complexos com diálogo e equilíbrio.








