A defesa do empresário Thiago Miranda se manifestou, negando quaisquer irregularidades em relação às investigações da Polícia Federal, que o incluem como alvo na décima fase da Operação Compliance Zero. Segundo os inquéritos, Miranda é identificado como o líder de um grupo vinculado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que supostamente se dedicava à seleção de influenciadores para promover ataques ao Banco Central e intimidar jornalistas.
Em nota divulgada, a defesa de Miranda enfatizou que o empresário sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade e transparência, respeitando as instituições e o direito à liberdade de expressão. A nota afirma que ele não cometeu nenhum ato criminoso e não participou de ações destinadas a intimidar, coagir ou violar os direitos de terceiros. “Thiago Miranda está à disposição para fornecer os esclarecimentos necessários”, acrescenta o texto.
A defesa também fez questão de ressaltar que a mera existência de uma investigação não deve ser interpretada como um indício de culpa. “É fundamental que sejam rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, principalmente, da presunção de inocência”, destaca a nota.
A Operação Compliance Zero, que investiga ações coordenadas em redes sociais com o intuito de desacreditar a atuação do Banco Central, está em sua décima fase. Essa etapa das investigações busca apurar a possível existência de uma organização criminosa associada ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. As investigações apontam que o grupo estaria envolvido em práticas de intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal de indivíduos próximos a autoridades públicas, obtenção indevida de informações sigilosas e ações que visam interferir em investigações criminais em curso.
De acordo com a Polícia Federal, Thiago Miranda é considerado o principal articulador do chamado “Projeto DV”, que se refere às iniciais de Daniel Vorcaro, e que tinha como objetivo proteger o proprietário do Banco Master. As evidências indicam que Miranda desempenhava um papel ativo na contratação de agências de comunicação para desenvolver campanhas de desinformação na mídia, visando manipular a opinião pública e deslegitimar as ações do Banco Central.
As ações da Polícia Federal nesta nova fase da operação refletem um esforço contínuo para desmantelar redes de desinformação e práticas ilícitas que ameaçam a integridade das instituições financeiras e a liberdade de imprensa. A investigação sobre Thiago Miranda e seus supostos vínculos com Daniel Vorcaro e suas atividades criminosas continua em andamento, com a expectativa de que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas.







