A pré-candidatura de Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman”, gerou uma intensa disputa interna no partido Novo, onde ele é filiado. Costa, que se posiciona como influenciador bolsonarista, reafirma sua intenção de concorrer ao Senado Federal nas eleições deste ano, desafiando a cúpula da sigla em Minas Gerais. O presidente do Novo no estado, Christopher Laguna, por sua vez, deixou claro que a legenda não apresentará candidatura à Casa Alta do Congresso Nacional neste pleito.
Em entrevista à coluna Poder em Minas, Laguna destacou que o partido mantém um acordo com Mateus Simões, do PSD, que é o candidato apoiado por Romeu Zema na disputa pelo governo de Minas. Nesse entendimento, o Novo se comprometeu a apoiar a pré-candidatura de Marcelo Aro, ex-secretário de Governo de Minas Gerais, ao Senado, enquanto indicaria o vice na chapa de Simões para o Palácio Tiradentes.
Apesar da posição da direção estadual, Marco Antônio Costa se mostra firme em sua decisão. Ele declarou: “minha pré-candidatura está mantida”. Costa também mencionou sua participação em um painel do Encontro Nacional do Novo, onde se apresentará como pré-candidato ao Senado, contando com o apoio de figuras como Deltan Dallagnol, Marcel Van Hattem e Sebastião Coelho.
O influenciador bolsonarista argumenta que sua candidatura está mais forte do que nunca, especialmente em meio às recentes tensões entre Mateus Simões e Marcelo Aro. “Eu acho que é o Centrão com medo da gente colocar o nosso nome lá porque eu tenho certeza que o nosso nome é o que se aproxima mais da vontade dos bolsonaristas em Minas Gerais”, afirmou Costa, demonstrando confiança em seu potencial eleitoral.
A disputa entre Costa e a cúpula do Novo ocorre em um momento crucial, com a convenção partidária marcada para a próxima terça-feira, 21 de novembro. O evento, que será realizado a portas fechadas, reunirá a liderança da sigla e tem como objetivo definir os candidatos que concorrerão nas chapas majoritária e proporcional nas próximas eleições.
A situação evidencia as divisões internas do Novo em Minas Gerais e levanta questões sobre a estratégia do partido em um cenário político em constante mudança. A definição dos candidatos e a posição do Novo em relação a alianças e apoios podem ter um impacto significativo nas eleições, refletindo as dinâmicas e as tensões existentes entre diferentes grupos dentro da legenda.
Com a aproximação das eleições, a pressão sobre a cúpula do Novo e sobre os pré-candidatos deve aumentar, tornando esse embate uma questão central para o futuro político do partido em Minas Gerais.






