A articulação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais para que o PSB indique um candidato a vice na chapa do deputado federal Patrus Ananias, pré-candidato ao Governo do Estado, enfrenta resistência interna. Um grupo significativo dentro da legenda pessebista manifesta oposição à coligação com o PT, mesmo diante de esforços de líderes nacionais, como Geraldo Alckmin e João Campos, presidente nacional do PSB.
Em meio a um cenário político em que o PT busca consolidar alianças, a divisão entre os membros do PSB se torna evidente. Segundo lideranças do partido, muitos candidatos da chapa proporcional expressam a vontade de manter uma postura independente, o que pode inviabilizar a aliança desejada. Embora o PT possa garantir a presença da legenda na disputa e o tempo de televisão associado, a falta de apoio dos candidatos do PSB é um obstáculo significativo.
Na última terça-feira (21), os presidentes estaduais do PT e do PSB se reuniram para discutir possíveis alianças, mas não chegaram a formalizar nomes. O PSB já conta com um candidato ao Governo de Minas, o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares Júnior, e a expectativa inicial era de que a indicação de vice fosse negociada em favor dele. No entanto, um outro nome do PSB, Josué Gomes, ex-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), surge como uma alternativa que atrai a atenção de alguns membros do PT.
Josué Gomes, que é filho de José Alencar, ex-vice-presidente da República durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma conexão importante entre o empresariado e o PT. Essa relação é vista como um ativo valioso para o partido, especialmente considerando a história de apreço que Lula tem por Alencar. A presença de Gomes na chapa poderia facilitar a interlocução do PT com setores empresariais.
Apesar das divergências internas, Patrus Ananias continua a ter um papel relevante nas negociações para a formação da chapa. Ele mantém um relacionamento próximo com Jarbas Soares Júnior, a quem se refere como “professor”, o que pode influenciar a decisão final sobre a composição da chapa em Minas Gerais. O cenário atual revela um intrincado jogo político, onde as alianças e os apoios são fundamentais, mas também cercados por tensões e divisões que podem impactar a estratégia eleitoral do PT e do PSB no estado.
Com a proximidade das eleições, a definição da chapa e a escolha do candidato a vice se tornam questões cruciais para ambos os partidos. A habilidade de Patrus em navegar essas águas turvas será determinante para o sucesso de sua candidatura e para a viabilidade da aliança entre PT e PSB em Minas Gerais.








