O deputado estadual Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e ex-secretário estadual das Cidades, foi selecionado pelo seu partido para concorrer ao governo do estado nas eleições de 2026. Com o apoio do senador Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à Presidência da República, Ruas busca se posicionar como uma alternativa ao grupo político liderado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD).
Natural de São Gonçalo e filho do prefeito Capitão Nelson (PL), Douglas Ruas iniciou sua trajetória política na região metropolitana do Rio. Ele foi eleito deputado estadual em 2022 e, logo em seguida, assumiu a Secretaria Estadual das Cidades, uma pasta que visa aumentar os investimentos em infraestrutura nos municípios fluminenses. Durante sua gestão, Ruas implementou o programa Governo Presente nas Cidades, que, segundo ele, destinou mais de R$ 2 bilhões para obras em 73 dos 92 municípios do estado no período em que esteve à frente da secretaria.
Após deixar a secretaria para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral, Ruas retornou à Alerj, onde assumiu a presidência da Casa. Desde então, tem se envolvido em discussões sobre a crise institucional enfrentada pelo governo do estado, que se agravou com a vacância dos cargos de governador e vice-governador. O pré-candidato defende a realização de eleições diretas para a escolha de um novo governador, argumentando que apenas o voto popular pode conferir legitimidade às decisões administrativas.
Douglas Ruas se considera um forte concorrente ao cargo de governador, especialmente em relação ao prefeito Eduardo Paes. Embora os resultados das pesquisas eleitorais atuais o coloquem atrás de Paes, ele não vê isso como uma preocupação, afirmando que o desconhecimento do seu nome ainda não reflete seu potencial eleitoral. Ruas acredita que o horário eleitoral, entrevistas e eventos de campanha serão cruciais para aumentar sua visibilidade junto aos eleitores.
A segurança pública é um dos principais temas abordados em suas propostas. Ruas defende a continuidade das operações policiais em áreas dominadas por facções criminosas, ressaltando a importância de ações como a Operação Contenção para restabelecer a presença do Estado em territórios controlados pelo crime organizado. Ele acredita que, para garantir a segurança da população e dos agentes, é necessário um policiamento com superioridade operacional, além de uma presença contínua do Estado nas comunidades.
Entre suas propostas, Ruas também defende a redução da maioridade penal, argumentando que a legislação atual facilita o recrutamento de jovens por organizações criminosas. Ele sugere que essa mudança ajudaria a dificultar a atuação das facções. Além disso, propõe a ampliação do modelo de escolas cívico-militares, relacionando a baixa performance educacional do estado aos problemas de segurança pública.
Ruas apoia a classificação de facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, alegando que essas entidades já atuam internacionalmente e impõem um regime de terror nas comunidades que dominam. Para ele, essa classificação permitiria um maior esforço internacional no combate ao crime organizado, facilitando ações como bloqueio de bens e prisão de colaboradores fora do Brasil.
Na esfera administrativa, Douglas Ruas se posiciona como defensor de um Estado mínimo e do controle dos gastos públicos. À frente da Alerj, criou uma comissão para analisar a evolução das despesas estaduais e investigar as causas do déficit previsto para os próximos anos. Ele argumenta que, apesar do crescimento da arrecadação, as despesas têm avançado em ritmo superior, comprometendo o equilíbrio fiscal. Caso seja eleito, promete implementar medidas para reduzir os custos da máquina pública e direcionar mais recursos para investimentos em infraestrutura e serviços essenciais.









