O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, declarou nesta terça-feira, 6 de outubro, que pretende respeitar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25 de outubro. A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada após uma reunião com a equipe de campanha, na qual foram discutidos os próximos passos do pleito eleitoral. Flávio também reforçou a importância da política como ferramenta de transformação do país, destacando que sua campanha foi conduzida de forma “limpa” e “propositiva”, em contraste com o adversário.
Durante sua fala, o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que não há outro caminho para a mudança no Brasil além do exercício político. “Fiz uma campanha limpa, diferente da deles. Eu fiz uma campanha limpa, propositiva, construindo isso aqui com muita responsabilidade, gente. A gente não tem um caminho diferente para transformar o Brasil que não seja pela política”, declarou. Em seguida, reforçou sua disposição de aceitar o resultado das urnas, ressaltando a necessidade de construir uma base de apoio ampla no Congresso Nacional, incluindo deputados federais e senadores eleitos, especialmente em Brasília, onde há relação direta com o Executivo Federal.
Flávio também abordou a controvérsia envolvendo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o impede de visitar o pai, Jair Bolsonaro. A medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, suspendeu as visitas por 90 dias após o candidato divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente nas redes sociais. Flávio classificou a decisão como uma “interferência política”, alegando que a principal motivação seria evitar conversas e decisões políticas entre ele e Jair Bolsonaro. Ele afirmou ainda que acredita que a restrição tem como objetivo limitar a influência do ex-presidente na campanha e nas decisões políticas atuais.
A suspensão das visitas foi oficializada pelo ministro Moraes após a divulgação da carta de Jair Bolsonaro, e a decisão gerou repercussão no meio político. Nesta terça-feira, Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido da defesa do ex-presidente para que Flávio Bolsonaro possa retomar as visitas antes do término do prazo de 90 dias. A medida, segundo o ministro, visa garantir a neutralidade do processo eleitoral e evitar possíveis interferências indevidas.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, liderando a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%. Com esses resultados, o segundo turno foi agendado para o dia 25 de outubro, consolidando a expectativa de uma disputa acirrada entre os dois candidatos. Flávio afirmou que, independentemente do resultado, continuará defendendo a sua postura de respeito às instituições e ao processo democrático, reforçando seu compromisso de aceitar o que for decidido pelas urnas.








