O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou, durante entrevista concedida ao Jornal Nacional nesta sexta-feira, 28 de setembro, que não questiona a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro e que pretende vencer as eleições de 2026 já no primeiro turno. Em sua fala, Bolsonaro declarou categoricamente que não pretende aceitar uma derrota nas urnas, garantindo que sua vitória ocorrerá na primeira votação, reforçando sua confiança no processo eleitoral brasileiro.
Durante a entrevista, a apresentadora Renata Vasconcellos questionou Flávio Bolsonaro sobre declarações feitas em julho, quando o senador associou as urnas eletrônicas brasileiras à Smartmatic, uma empresa ligada ao sistema eleitoral venezuelano. Essa afirmação gerou polêmica, uma vez que a Justiça Eleitoral brasileira já havia desmentido qualquer envolvimento da empresa com o sistema de votação do país. Na ocasião, Flávio reconheceu que cometeu um equívoco ao fazer a associação, explicando que a empresa não fabricou as urnas, mas participou de alguns processos ao longo do calendário eleitoral organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que, apesar do erro, nunca colocou em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
O Tribunal Superior Eleitoral reforçou que a Smartmatic não fornece urnas nem desenvolve softwares para as eleições no Brasil. Segundo o órgão, os equipamentos utilizados nas votações são projetados por servidores da própria Justiça Eleitoral e produzidos por empresas contratadas por meio de processos de licitação pública. A participação da empresa estrangeira, portanto, é limitada a processos específicos, não tendo qualquer envolvimento na fabricação ou na elaboração do software das urnas eletrônicas brasileiras.
O episódio envolvendo declarações feitas em 21 de julho, durante o evento “Debatendo o Brasil” em Brasília, com diplomatas estrangeiros, resultou em repercussões jurídicas. Na ocasião, Flávio Bolsonaro afirmou, de forma equivocada, que a Smartmatic fabricava as urnas brasileiras, o que levou à apresentação de uma representação no TSE pela Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB — solicitando uma multa de R$ 30 mil ao senador e a retirada das publicações que associavam a empresa ao sistema eleitoral brasileiro. O processo está sob relatoria do presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques.
A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro divulgou nota na época, na qual reafirmava que o candidato não questionava o sistema de votação e que tinha “total confiança no sistema eleitoral brasileiro”. Durante a sabatina, Vasconcellos também citou uma declaração do ministro Kassio Nunes Marques, que afirmou que desacreditar o sistema eleitoral é desestimular a participação do eleitor na maior festa democrática do país, reforçando a importância da confiança no processo.
Ao ser questionado sobre o compromisso com o resultado das eleições, Flávio Bolsonaro garantiu que disputará o pleito dentro das regras estabelecidas e que respeitará o resultado das urnas. Ele destacou a importância da participação dos eleitores, lembrando que mais de 32 milhões de brasileiros não votaram em 2022 e que a eleição daquele ano foi decidida por aproximadamente 2 milhões de votos, reforçando a necessidade de engajamento na votação para evitar surpresas.
Ao final, o senador reafirmou sua confiança na vitória e na legitimidade do processo eleitoral, reforçando sua postura de que pretende conquistar a presidência já na primeira rodada de votação.







