O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira, 17 de outubro, que o elevado endividamento das famílias brasileiras é consequência direto das ações do atual governo, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma entrevista coletiva realizada em Belo Horizonte, durante o lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais, Bolsonaro criticou as medidas adotadas pelo governo federal para ampliar a arrecadação de recursos, atribuindo a responsabilidade pelo aumento do endividamento ao atual presidente.
Segundo Flávio Bolsonaro, o crescimento do endividamento das famílias está relacionado ao aumento dos gastos do governo Lula, que, na sua avaliação, é caracterizado por um perfil gastador. O senador destacou que, durante o mandato de Lula, foram implementados cerca de 30 novos impostos ou aumentos de impostos, numa tentativa de elevar a arrecadação do Estado. Essa estratégia, segundo ele, resultou na elevação das taxas de juros, que atingiram níveis considerados altos, e, por consequência, elevaram o endividamento das famílias brasileiras ao máximo.
Na visão de Bolsonaro, o aumento das taxas de juros, impulsionado por políticas fiscais expansivas, dificultou o acesso ao crédito e elevou o custo de financiamento para os consumidores, agravando o quadro de endividamento. Ele atribui essa situação à gestão de Lula, reforçando a narrativa de que a dívida das famílias não é resultado de sua própria gestão, mas sim de uma política econômica que, na sua opinião, favorece o aumento do endividamento nacional.
Para reverter esse cenário, Flávio Bolsonaro apresentou suas propostas de campanha, defendendo a necessidade de um governo com responsabilidade fiscal e equilíbrio nas contas públicas. Ele afirmou que a redução das taxas de juros e a retomada de um crédito mais acessível são as principais estratégias para devolver o poder de compra às famílias brasileiras. Segundo ele, uma gestão econômica responsável atrairia investimentos ao país, impulsionando o crescimento econômico e, por consequência, permitindo que as famílias saiam do endividamento excessivo.
Dados recentes reforçam a gravidade do problema. Em julho de 2023, o endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde, com 82% dos consumidores declarando possuir algum tipo de dívida a pagar, conforme levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa estatística evidencia a crise de endividamento que afeta uma parcela significativa da população, agravada por fatores econômicos e políticos que, na visão do senador, estão ligados às ações do governo Lula.
Ao participar do evento em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro reforçou sua posição de oposição às políticas econômicas do atual presidente e reiterou seu compromisso de implementar medidas que promovam a responsabilidade fiscal e a estabilidade econômica, caso seja eleito. Sua agenda na capital mineira inclui também a participação em outros compromissos políticos ao longo desta semana, incluindo uma série de atividades na cidade de Belo Horizonte na terça-feira, 18 de outubro.









