O candidato do Partido Liberal (PL) ao Governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe, afirmou, durante sabatina concedida à revista Itatiaia, que seu perfil político difere daquele do ex-governador Romeu Zema (Novo), mesmo ambos tendo trajetórias marcadas por forte atuação no setor privado antes de ingressarem na política. Roscoe destacou que a principal distinção entre eles reside na experiência de liderança política, especialmente na sua gestão à frente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que, segundo ele, confere maior maturidade e vivência no cenário político.
Durante a entrevista, Roscoe ressaltou que, ao contrário de Zema, que entrou na política vindo de uma atuação empresarial sem experiência anterior no setor político, ele possui uma trajetória de mais de 25 anos de interação com o meio político e associativo. Ele explicou que, ao assumir a presidência da Fiemg, buscou consolidar uma liderança que combina sua experiência empresarial com uma atuação política consistente, diferenciando-se de Zema, que, segundo ele, entrou na política por meio do Partido Novo, uma agremiação relativamente recente na cena nacional, sem uma trajetória política anterior.
O candidato também abordou a questão da governabilidade, um tema central na sua campanha, especialmente em relação à relação com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Roscoe afirmou que não pretende impor nomes para cargos na Assembleia, adotando uma postura de construção conjunta com os deputados. Ele destacou que, ao não tentar impor um presidente do Legislativo, busca evitar conflitos que dificultaram a aprovação de projetos importantes durante o primeiro mandato de Zema, e que essa estratégia será mantida na sua eventual gestão. Segundo ele, essa postura representa uma mudança de paradigma em relação ao primeiro mandato do atual governador, indicando uma intenção de diálogo e consenso para avançar na aprovação de propostas que atendam aos interesses de Minas Gerais.
Ao ser questionado sobre a disputa com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que após um longo período de indefinições consolidou sua candidatura ao Governo, Roscoe reforçou que seu perfil é distinto do parlamentar e que o desconhecimento do seu projeto por parte do eleitorado pode trabalhar a seu favor. Ele argumentou que a eleição será uma oportunidade para apresentar suas propostas e valores, acreditando que o eleitorado de direita terá uma identidade compatível com seu projeto político. Para Roscoe, a ausência de conhecimento sobre sua candidatura, por parte do eleitorado que conhece apenas o nome de Cleitinho Azevedo, favorece sua estratégia, pois ele possui uma trajetória de realizações na área empresarial e na gestão de entidades como o Sesi, o Senai e a Fiemg, que, segundo ele, se assemelham à estrutura do Estado de Minas Gerais.
Ele destacou ainda que sua experiência na transformação de instituições de grande porte, enfrentando cenários de endividamento, baixa produtividade e problemas estruturais, é um diferencial que demonstra sua capacidade de administrar Minas Gerais. Roscoe finalizou afirmando que sua gestão tem uma bagagem sólida e que sua atuação anterior na iniciativa privada e no setor industrial o posiciona como um candidato preparado para os desafios do Estado, diferentemente do perfil de quem ingressou na política recentemente ou de candidatos com trajetórias mais vinculadas à política tradicional.






