O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira, 30 de setembro, que há uma tendência de pessoas com níveis mais elevados de escolaridade a apresentarem posições mais conservadoras. A avaliação foi feita durante uma entrevista conduzida com influenciadores digitais, na qual Lula comentou o apoio de parte do eleitorado formado por universitários ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, na corrida presidencial de 2022.
Durante a conversa, Lula questionou o posicionamento político de profissionais com maior formação acadêmica, especialmente aqueles que, segundo ele, apoiaram o então candidato Flávio Bolsonaro. “Quanto mais as pessoas são graduadas, mais elas são conservadoras. Quando eu vejo um cara com diploma, um economista, votar no Bolsonaro, eu fico pensando o que é que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?”, questionou o presidente, refletindo sobre a aparente contradição entre a formação acadêmica e a escolha eleitoral.
Lula também aproveitou o momento para criticar o deputado Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente disputa a Presidência da República pelo mesmo partido do pai, o PL. O petista questionou a trajetória política do parlamentar, levantando dúvidas sobre sua seriedade e capacidade de propor soluções para o país. Segundo Lula, Flávio Bolsonaro tem uma biografia marcada por envolvimento com atividades ilícitas e uma trajetória política iniciada aos 21 anos, quando foi eleito vereador do Rio de Janeiro.
“Vamos pegar esse Flávio, qual é o compromisso com qualquer seriedade que esse cara tem? Nenhuma, ele não tem biografia. Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade já apoiado pelo crime organizado no Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou”, afirmou Lula, reforçando sua crítica ao candidato.
Na sequência, Lula voltou a questionar o que Flávio Bolsonaro teria a oferecer aos eleitores na disputa pelo Palácio do Planalto, destacando a ausência de propostas concretas por parte do adversário. “Eu queria que alguém me dissesse o que esse cara tem pra oferecer. Nada, não tem conteúdo”, concluiu o presidente, que busca a reeleição pelo PT.
As declarações de Lula acontecem em um momento de acirramento da campanha eleitoral, na qual o ex-presidente e candidato à reeleição reforça sua posição de oposição ao candidato do PL, que representa uma continuidade do governo Bolsonaro. A disputa pelo cargo máximo do Executivo brasileiro mantém-se altamente polarizada, com Lula buscando consolidar seu apoio e criticar duramente seus adversários.









