O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, manifestou sua desaprovação em relação à possível candidatura de um dos filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A crítica foi feita em uma postagem nas redes sociais na última quinta-feira, 9 de novembro de 2023, onde Zema destacou a influência política que permeia o futebol brasileiro.
Em sua publicação, Zema insinuou que a candidatura em questão representaria uma continuidade do controle político sobre o esporte nacional, afirmando que “enquanto político mandar no futebol, esquece o hexa”. A frase sugere um descontentamento com a relação entre política e futebol, especialmente em um momento em que a Seleção Brasileira se prepara para competições importantes.
Embora não tenha mencionado diretamente o nome do filho de Gilmar Mendes, Zema referiu-se a ele como parte de uma elite intocável no Brasil, afirmando que “o filho do maior intocável do Brasil pode ser o próximo presidente da CBF”. Essa declaração reforça a percepção de que a influência de figuras políticas pode afetar decisões dentro da entidade responsável pela administração do futebol no país.
O governador também trouxe à tona episódios anteriores que envolvem a CBF e a Seleção Brasileira, sugerindo que a influência da família Mendes já é amplamente reconhecida. “Influência todo mundo já sabe que eles têm. O Gilmar salvou a CBF, o filho se gabou de ter sido responsável pela convocação do Neymar”, afirmou Zema, implicando que a atuação do ministro e de seu filho na confederação é um exemplo claro da intersecção entre política e esporte.
Zema concluiu sua crítica ressaltando que a possível ascensão do filho de Gilmar Mendes à presidência da CBF seria um reflexo da concentração de poder em Brasília. “Mas agora parece que cansaram de esconder. E pior, não têm vergonha nenhuma disso. A sede pelo poder nunca acaba em Brasília”, completou o governador, expressando sua preocupação com a falta de transparência e a continuidade de práticas que, segundo ele, prejudicam o desenvolvimento do futebol brasileiro.
A declaração de Zema ocorre em um contexto em que a CBF enfrenta diversas críticas sobre sua gestão e a necessidade de renovação em sua liderança. A relação entre futebol e política no Brasil sempre foi um tema delicado, e a possibilidade de um membro da família de um ministro do STF assumir um cargo de destaque na entidade levanta questionamentos sobre a autonomia do esporte em relação ao poder político.







