O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta terça-feira, 6 de novembro, que a votação do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 no Senado será um importante teste para verificar o posicionamento do Partido Liberal (PL), partido do seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro, em relação à proposta de mudanças na jornada de trabalho. A declaração foi feita em Brasília, durante o início da campanha da segunda fase do pleito eleitoral, ao comentar o andamento do processo legislativo e as expectativas quanto à votação.
Lula manifestou confiança de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cumprirá sua promessa de levar a matéria ao plenário logo após o primeiro turno das eleições, previsto para o dia 2 de outubro. Segundo o presidente, há informações de que a oposição tenta obstruir ou dificultar a tramitação do projeto, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta, que visa estabelecer dois dias de descanso por semana e reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, representa uma reivindicação de trabalhadores e uma pauta de interesse social, considerada por Lula como uma medida que favorece a qualidade de vida e o equilíbrio familiar.
Lula destacou a importância do momento, afirmando que “máscaras vão cair” durante a votação no Senado, especialmente no que se refere ao posicionamento do PL e de seus integrantes. Ele enfatizou que a decisão do Senado revelará quem realmente apoia ou se opõe às mudanças propostas, e que o dia de hoje será decisivo para esclarecer esse posicionamento. O presidente também ressaltou que a votação terá impacto direto sobre as mulheres, que, segundo ele, utilizam o único dia de folga para cuidar de suas tarefas domésticas, reforçando a necessidade de uma jornada de trabalho mais justa.
A declaração de Lula também fez referência ao fato de que o resultado da votação no painel do Senado será um indicativo claro de quem cumpre suas promessas e quem não o faz. Para o presidente, o pleito representa uma oportunidade de fortalecer a civilidade no mundo do trabalho e de avançar em questões relacionadas à jornada de trabalho, que ele considera essenciais para garantir condições mais dignas às famílias brasileiras.
No mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também se pronunciou sobre o tema, criticando a PEC e classificando como “oportunista” a discussão do assunto durante o segundo turno. Flávio afirmou que possui uma proposta alternativa, considerada por ele mais vantajosa para os trabalhadores, que permitiria maior liberdade na definição da carga horária. Essa proposta, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Bolsonaro, prevê um regime baseado na negociação direta entre empregado e empregador, com horas trabalhadas de forma flexível, diferente do projeto de redução da jornada de trabalho.
Durante sua fala, Flávio Bolsonaro afirmou que, ao longo de seus quatro anos de governo, Lula não promoveu essa discussão, e que a iniciativa atual, no momento do segundo turno, teria um caráter oportunista, na tentativa de angariar votos. A disputa pelo apoio dos trabalhadores e a definição de posições legislativas sobre a jornada de trabalho permanecem como temas centrais na campanha eleitoral, com impacto direto na avaliação do eleitorado e no posicionamento dos partidos políticos envolvidos.







