A pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos, declarou que uma possível parceria com a pré-candidata do PSOL, Áurea Carolina, está condicionada a um “processo de negociação” que envolve a decisão do PT sobre sua candidatura ao governo estadual. Durante uma visita a Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (30), Marília destacou sua admiração pela trajetória política de Áurea, mas enfatizou que a condução de alianças deve ser uma decisão partidária.
Marília Campos, que já ocupou o cargo de prefeita de Contagem, ressaltou a importância de um planejamento estratégico por parte do PT para as eleições. “A companheira Áurea Carolina é uma pessoa que estimo muito, não só pessoalmente, mas também por sua trajetória política de militância e comprometimento. Mas esse processo de condução de alianças e de composição da chapa é uma decisão do partido, que vai depender muito da estratégia”, afirmou a pré-candidata.
A situação do PT em Minas Gerais se tornou mais complexa após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao governo do estado. A ausência de um candidato definido levou a uma discussão interna, onde uma parte do partido começou a defender uma candidatura própria, colocando Marília Campos como uma das opções viáveis.
Recentemente, a ex-prefeita se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com a presidente do diretório estadual do partido, Leninha, para discutir a situação política. Durante o encontro, foi transmitido a Marília um recado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que expressou interesse em vê-la como pré-candidata ao governo de Minas. Apesar do apoio, Marília defende que o PT deve considerar outras opções para a candidatura ao governo.
Entre os nomes sugeridos por Marília Campos estão o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, do MDB, e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, do PSB. A ex-prefeita destacou que a estratégia do PT pode variar dependendo da composição da chapa. “Uma coisa vai ser se o PT for com uma chapa, o PT e a Federação. Outra coisa vai ser a ampliação para o PSB e para o MDB, que vai depender muito de um processo de negociação. Temos que aguardar, por enquanto”, concluiu Marília.
O cenário político em Minas Gerais é dinâmico e pode mudar rapidamente, com as negociações internas do PT desempenhando um papel crucial na definição das candidaturas para as eleições de 2024. A articulação de alianças será fundamental para o partido, que busca fortalecer sua presença no estado em um contexto eleitoral desafiador.






