A senadora eleita por Minas Gerais, Marília Campos (PT), esteve em Brasília nesta quarta-feira (4) para uma série de reuniões e compromissos institucionais. Entre as agendas, ela se encontrou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na residência oficial do parlamentar. A conversa ocorreu em clima cordial e abordou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, além da necessidade de ampliar os debates sobre minerais estratégicos e terras raras.
De acordo com apuração da Itatiaia, a sucessão na Presidência do Senado não foi discutida durante a reunião. Alcolumbre aparece entre os possíveis candidatos à permanência no comando da Casa, mas interlocutores de Marília afirmaram que o objetivo do encontro foi tratar de pautas relacionadas à atuação parlamentar e a temas considerados relevantes para a agenda do Congresso Nacional.
A escolha do próximo presidente do Senado está prevista para o início de fevereiro. Além de Davi Alcolumbre, são apontados como possíveis concorrentes o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Os dois integram a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em Minas Gerais, o senador eleito Domingos Sávio (PL) já declarou apoio à candidatura de Marinho.
Base governista avalia cenário da próxima legislatura
A composição do Senado a partir de 2027 deverá ser marcada pelo crescimento da bancada bolsonarista, que poderá reunir 29 senadores. O novo equilíbrio de forças é considerado um fator importante nas articulações em torno da Presidência da Casa e na definição das prioridades legislativas para a próxima legislatura.
Diante desse cenário, a avaliação é de que os senadores alinhados ao governo Lula tendem a apoiar a continuidade de Alcolumbre no cargo. A base governista não teria votos suficientes para eleger um candidato próprio e, por isso, preferiria trabalhar pela manutenção de um nome que não seja considerado um aliado de primeira linha da família Bolsonaro.
Nas últimas semanas, Alcolumbre também tem realizado movimentos de aproximação com o presidente Lula. A aprovação da PEC da Segurança Pública, ocorrida na noite anterior ao encontro com Marília Campos, foi articulada pelo presidente do Senado e interpretada como um gesto de aproximação com os petistas.
A avaliação apresentada na apuração é de que algumas propostas de interesse do governo ainda podem avançar na atual formação do Senado, mas tendem a enfrentar mais resistência a partir de 2027, quando a nova composição assumir. Entre os temas citados está o fim da escala de trabalho 6 por 1.
Agenda incluiu encontro com Anastasia e visita ao plenário
Além da reunião com Alcolumbre, Marília Campos se encontrou com Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais e ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ao comentar a reunião, a senadora eleita afirmou ter “consideração e apreço” pelo ex-governador.
Marília também esteve no plenário do Senado, onde conversou com a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), e com os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Cid Gomes (PSB-CE).
Nas redes sociais, a senadora eleita informou que os compromissos em Brasília fazem parte dos primeiros contatos destinados à construção de pontes para sua futura atuação no Congresso. O mandato parlamentar de Marília Campos terá início em fevereiro de 2027.








