O publicitário Sergio Lima, responsável pela estratégia de campanha do candidato à presidência Augusto Cury, declarou nesta segunda-feira, 31 de outubro, à CNN que os ataques provenientes tanto da esquerda quanto da direita têm contribuído para o aumento da visibilidade do postulante. Segundo Lima, a equipe de campanha tem aproveitado a repercussão negativa gerada por essas críticas para ampliar o reconhecimento de Cury e apresentar suas propostas de governo.
Lima explicou que, após a participação do candidato na sabatina promovida pela Globo, na qual Cury passou a ser mais conhecido e também alvo de críticas, a equipe decidiu capitalizar essa exposição. Ele afirmou que as críticas feitas por diferentes espectros políticos estão ajudando a inserir o candidato na pauta dos eleitores que se posicionam contra ele. “Ataques que direita e esquerda fazem estão nos ajudando a entrar nos eleitores de quem nos ataca”, afirmou o marqueteiro, que possui experiência em campanhas políticas, incluindo trabalhos anteriores junto à família Bolsonaro.
O publicitário detalhou que a estratégia adotada visa transformar essa “onda negativa” em uma oportunidade de crescimento político. Ele destacou que a equipe busca utilizar a energia negativa dos adversários para aumentar a notoriedade de Cury, ao mesmo tempo em que intensifica a apresentação de propostas nas áreas de educação, saúde e segurança pública. “Os adversários, ao criticarem, acabam tornando ele mais conhecido pelos eleitores desses adversários”, reforçou Lima, ressaltando a importância de usar a repercussão negativa como ferramenta de fortalecimento.
Sobre a questão da autenticidade dos seguidores de Cury nas redes sociais, Lima refutou alegações de que o crescimento seja alimentado por robôs. Segundo ele, 95% dos seguidores do candidato são brasileiros e os comentários presentes nas plataformas digitais são autênticos, sem manipulação ou comentários falsos. Lima garantiu que não há como manipular essa base de seguidores, reforçando a legitimidade do crescimento digital do candidato.
Em relação ao posicionamento político de Augusto Cury, o marqueteiro afirmou que ele se apresenta como um candidato mais à direita, com perfil conservador. No entanto, Lima destacou que Cury acredita na necessidade de o Estado exercer um papel presente na sociedade, pois, na visão do candidato, o Brasil ainda não está preparado para uma economia totalmente capitalista e de mercado livre. Assim, Cury não defende um Estado mínimo, mas uma intervenção moderada.
Por fim, Lima explicou que a estratégia inicial foi aproveitar o reconhecimento que Cury já possuía devido à sua carreira como escritor para ampliar sua base eleitoral. Segundo ele, a campanha buscou “furar a bolha” do candidato, ativando sua conexão emocional com o público. Como Cury é uma figura já conhecida por sua produção literária, a equipe de campanha focou em estratégias que reforçassem essa ligação emocional, o que, na avaliação de Lima, acelerou o crescimento do candidato nas pesquisas e nas redes sociais, tornando sua presença mais significativa no cenário eleitoral de forma rápida e impactante.









