Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Nexus/BTG revelou que, em uma eventual disputa de segundo turno, os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro apresentariam um empate técnico, com Lula registrando 46% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 45%. Além disso, o levantamento mostra que Lula também está tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado, que possui 46%, enquanto o senador goiano tem 42%. Os números reforçam a competitividade do cenário eleitoral, mesmo diante da polarização em torno dos nomes que lideram as pesquisas atualmente.
No âmbito político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à TV Record, que não pretende interferir nas investigações que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, apelidado de Marcola. Lula destacou que o caso será tratado com seriedade e que o filho terá que provar sua inocência. O presidente também ressaltou que, caso alguém tenha cometido erros, a impunidade não será uma possibilidade.
O primeiro debate presidencial realizado pela TV Band, que contou com a participação de vários candidatos, foi marcado pela ausência de dois nomes considerados favoritos nas pesquisas de intenção de voto: Lula e Flávio Bolsonaro. A ausência deles foi alvo de críticas por parte de outros candidatos, como Renan Santos, Ronaldo Caiado e o psicólogo Augusto Cury, que consideraram a falta de participação uma demonstração de desrespeito com o eleitorado.
Durante o debate, a segurança pública foi um dos temas centrais, gerando debates acalorados, propostas de soluções e ataques entre os participantes. Ronaldo Caiado, além de criticar a ausência de Flávio Bolsonaro, cobrou explicações relacionadas ao filme Dark Horse, além de questionar Lula sobre as investigações envolvendo seu filho, Lulinha, a jornalista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro. Essas questões evidenciam a importância do tema na disputa presidencial e a estratégia de alguns candidatos em explorar temas polêmicos para reforçar suas posições.
No setor empresarial, a Braskem, uma das maiores companhias petroquímicas do Brasil e com operações em várias regiões do mundo — incluindo as Américas, Europa e Ásia —, anunciou que entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo. A medida visa renegociar uma dívida de aproximadamente R$ 54 bilhões, uma das maiores do setor no país. A empresa terá um prazo de 90 dias para apresentar um plano de reestruturação aos credores, que incluem instituições financeiras como BNDES, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. A efetivação do acordo depende da aprovação dos credores e de homologação judicial. A iniciativa busca garantir a continuidade das operações da companhia, que mantém clientes em mais de 70 países, e evitar um cenário de crise financeira mais grave, diante do peso da dívida acumulada.
Esses acontecimentos refletem o momento de intensa movimentação política e econômica no Brasil, com o cenário eleitoral em evidência e as empresas buscando alternativas para manter sua sustentabilidade financeira diante de desafios complexos.








