O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) se reuniram na terça-feira, 21 de novembro, para debater uma possível aliança nas eleições para o Governo de Minas Gerais, programadas para 2026. O encontro teve como protagonista o deputado federal Patrus Ananias, que é o pré-candidato do PT ao Palácio Tiradentes.
Participaram da reunião, além de Patrus Ananias, a presidente estadual do PT, deputada Leninha, o líder do bloco na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Ulysses Gomes, e o coordenador-geral da pré-campanha, Pedro Patrus. Pelo PSB, estiveram presentes o ex-procurador-geral de Justiça e pré-candidato ao governo, Jarbas Soares Júnior, e o presidente estadual do partido, Otacilinho.
De acordo com Leninha, o encontro foi focado na análise do cenário político em Minas Gerais e na construção de uma chapa que atenda às demandas da população mineira. Em comunicado à imprensa, ela destacou a importância do diálogo entre as duas legendas, afirmando que o objetivo é criar um projeto que responda aos desafios enfrentados pelo estado. “Estamos confiantes na construção de uma unidade cada vez mais forte entre as forças políticas que defendem um novo caminho para Minas Gerais”, declarou Leninha.
A deputada também ressaltou que as discussões sobre a composição da chapa continuarão nos próximos dias, levando em consideração os debates internos de cada partido. A possibilidade de o PSB replicar a aliança nacional entre o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais foi mencionada como um dos pontos em pauta. Jarbas Soares Júnior, por sua vez, afirmou que qualquer composição com o PT ainda depende de deliberações em outras instâncias partidárias.
O encontro ocorre em um momento em que o PSB avalia suas opções para a candidatura ao governo. Um dos potenciais candidatos, o ex-senador Clésio Andrade, anunciou mais cedo que não irá concorrer ao cargo, citando a pré-candidatura de Patrus Ananias e a falta de apoio de Lula como fatores para sua decisão. A desistência de Andrade pode abrir espaço para uma aliança mais robusta entre PT e PSB, refletindo uma estratégia política que visa fortalecer a oposição ao atual governo estadual.
A articulação entre as duas legendas é vista como uma tentativa de consolidar uma frente unificada que possa apresentar uma alternativa viável aos eleitores mineiros nas próximas eleições. Com as conversas em andamento, a expectativa é que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas, à medida que as partes envolvidas buscam um consenso que atenda às necessidades e aspirações do eleitorado local.









