O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), foi transferido na manhã deste sábado (4) para a Penitenciária Federal de Brasília por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bacellar estava preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. Antes da transferência, ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal na capital fluminense para o cumprimento do novo mandado de prisão preventiva. A medida faz parte da nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (2) pela Polícia Federal.
Segundo a PF, Rodrigo Bacellar é investigado por suspeita de repassar informações sobre operações policiais a integrantes do Comando Vermelho (CV). Nesta etapa da investigação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, além de três mandados de prisão preventiva.
Entre os alvos estão o pastor Marcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade); o contraventor Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho; e o próprio Rodrigo Bacellar. Também foi alvo de busca e apreensão o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação agora busca aprofundar as conexões entre a política fluminense e a contravenção. Os investigadores apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à atual cúpula do jogo do bicho. Nas fases anteriores da Operação Unha e Carne, foram apreendidos documentos atribuídos ao contraventor Adilsinho que indicariam pagamentos periódicos a agentes políticos e registros de doações eleitorais.
Além das prisões e buscas, Alexandre de Moraes determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 22 milhões.
Em nota, a defesa de Rodrigo Bacellar negou qualquer participação nos fatos investigados e afirmou que o ex-presidente da Alerj “não atuou, de qualquer forma, para inibir ou embaraçar investigações ou beneficiar organizações criminosas”.
Os advogados sustentam ainda que Bacellar “não possui mínima vinculação com os fatos apurados” e dizem confiar que a instrução processual demonstrará sua inocência.
Também se manifestaram as defesas de Adilson Coutinho, que negou pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, e de Marco Antônio Cabral, que afirmou que o ex-deputado não tem qualquer envolvimento com os crimes investigados e permanece à disposição das autoridades.







