O segundo turno das eleições de 2026 registrou 89 ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais em diferentes estados brasileiros até o meio-dia deste domingo (25/10). Nove pessoas foram presas em flagrante e outras 16 foram levadas pelas autoridades, segundo o balanço parcial divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Neste domingo, os eleitores retornam às urnas para escolher entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República.
O levantamento reúne registros feitos pelas forças de segurança durante a votação e ainda pode ser atualizado ao longo do dia, à medida que novos casos sejam identificados. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o andamento da eleição permanece dentro do esperado no que diz respeito à segurança, apesar das ocorrências contabilizadas em diferentes regiões do país.
Além das prisões em flagrante e das conduções realizadas pelas autoridades, o balanço aponta 16 ocorrências consideradas de menor gravidade. Esses casos não exigem prisão imediata, mas foram incluídos no monitoramento das forças de segurança mobilizadas para acompanhar o processo eleitoral. A natureza específica de cada ocorrência não foi detalhada no balanço apresentado.
As autoridades também registraram dois bloqueios de vias durante o segundo turno. Outros dois veículos foram apreendidos, e um material de campanha acabou recolhido. As medidas fazem parte das ações adotadas para preservar a regularidade da votação e apurar situações que possam ter relação com possíveis infrações eleitorais.
Polícia Federal acompanha quatro ocorrências
A Polícia Federal também atua na fiscalização de possíveis irregularidades durante a votação. Até as 10h30 deste domingo, a corporação havia registrado quatro casos nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Sergipe. Nas ocorrências acompanhadas pela PF, quatro pessoas foram levadas pelas autoridades.
Entre as situações investigadas estão suspeitas de propaganda eleitoral irregular e episódios relacionados à quebra do sigilo do voto. O voto deve ser secreto, e qualquer situação que possa comprometer essa garantia é acompanhada pelas autoridades responsáveis pela segurança e pela fiscalização do processo eleitoral.
A atuação da Polícia Federal integra a operação nacional estruturada para combater crimes eleitorais durante o segundo turno. O trabalho envolve o acompanhamento de denúncias, a verificação de possíveis irregularidades e a adoção das providências previstas pelas autoridades nos casos identificados.
Mais de 319 mil profissionais foram mobilizados
Para reforçar a segurança nas eleições, uma força-tarefa foi distribuída em diferentes pontos do país. O esquema reúne integrantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e das polícias civis e militares, além de outros órgãos envolvidos no acompanhamento da votação.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mais de 319 mil profissionais foram mobilizados para atuar neste domingo. A estrutura preparada para o segundo turno inclui ainda viaturas, embarcações e aeronaves, utilizadas no apoio às equipes responsáveis por acompanhar a votação em todo o território nacional.
Como o balanço divulgado é parcial, os números de ocorrências, prisões, conduções, apreensões e demais ações de segurança podem sofrer alterações até o fim da votação e após a consolidação dos registros pelas forças envolvidas.







