O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que irá colocar em votação nesta terça-feira, 1º de setembro, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar uma das vagas no Tribunal de Contas da União (TCU). Caso o quórum não seja atingido na sessão desta terça, a votação será realizada, no máximo, na quarta-feira, dia 2 de setembro. A proposta será apreciada diretamente em plenário, sem necessidade de passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, uma vez que o regimento interno do Senado dispensa os indicados ao TCU dessa etapa de avaliação.
A indicação de Pacheco ocorre em um momento de transição na composição do tribunal, cuja vaga foi aberta após a renúncia formal do então ministro Bruno Dantas, ocorrida nesta segunda-feira, 30 de agosto. Dantas, que era consultor legislativo do Senado, foi nomeado para o TCU por indicação do MDB em 2014. Sua saída foi motivada pela decisão de migrar para o setor privado, tendo como destino a Avibrás Indústria Aeroespacial, fabricante brasileira de mísseis e sistemas de defesa. A mudança ocorre em um contexto de recuperação fiscal da empresa, que passou por dificuldades financeiras e uma greve de funcionários devido à falta de pagamento, além de ter sido adquirida recentemente pela Avibras Aeroco, criada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista em outubro de 2025 para gerir ativos estratégicos e tecnológicos do grupo.
A vaga no TCU foi aberta com a renúncia de Dantas, e a preferência pelo nome de Rodrigo Pacheco para a sua indicação já era consenso entre os líderes do Senado, especialmente após a manifestação favorável da liderança do MDB. A indicação de Pacheco, que atualmente está em final de mandato após ter sido eleito em 2018, será submetida a votação em plenário, dispensando a necessidade de sabatina, conforme previsto no regimento interno do Senado. A representação de Minas Gerais na Corte de Contas será assumida pelo primeiro suplente, o ex-deputado federal e empresário Renzo Braz (PP).
A escolha de Pacheco para o TCU reforça a presença de nomes mineiros na alta corte de contas. Além dele, outros dois ministros do tribunal também têm ligação com Minas Gerais: Antonio Anastasia, indicado pelo Senado em dezembro de 2021, e Odair Cunha, nomeado pela Câmara dos Deputados e empossado em maio de 2026. A indicação de Pacheco é vista como um movimento estratégico, dado seu protagonismo na política nacional e seu envolvimento em processos de alta relevância, incluindo a tentativa anterior de nomeá-lo para o Supremo Tribunal Federal (STF), vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. No entanto, essa indicação foi rejeitada pelo plenário do Senado em abril de 2026, após uma disputa que envolveu o governo e a oposição.
A expectativa entre os líderes partidários é de que Pacheco receba uma votação expressiva na Casa, consolidando sua influência na estrutura de poder do Congresso. A indicação do senador para o TCU representa, portanto, uma etapa importante na sua trajetória política e uma movimentação estratégica no cenário institucional brasileiro, reforçando a presença de representantes de Minas Gerais nas principais cortes do país.









