O senador eleito pelo Partido Liberal (PL), Domingos Sávio, manifestou sua posição de forma contundente acerca das ações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reforçando que não há como minimizar ou ignorar os supostos crimes atribuídos ao magistrado. Em entrevista concedida ao Jornal da Itatiaia na manhã desta terça-feira (13), Sávio descartou qualquer possibilidade de entendimento político entre parlamentares de direita e integrantes do STF para barrar um eventual processo de impeachment contra Moraes, enfatizando a necessidade de responsabilização pelos atos considerados irregulares.
Durante a entrevista, Sávio destacou que as decisões recentes de Moraes, como a autorização para a progressão de regime da detenta Débora Rodrigues, popularmente conhecida como Débora do Batom, e a liberação para que o senador Flávio Bolsonaro visitasse seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, representam “o mínimo esperado de um juiz imparcial”. No entanto, o senador eleito foi veemente ao afirmar que tais ações não podem servir de justificativa para encobrir ou passar pano para supostos crimes cometidos pelo ministro.
“Não dá para passar uma borracha, não dá para passar pano, nos crimes cometidos por Alexandre de Moraes”, afirmou Sávio. O parlamentar também criticou as ações de Moraes relacionadas a perseguições políticas, alegando que o ministro teria atuado de forma a perseguir injustamente mais de mil pessoas, muitas das quais tiveram que deixar o Brasil devido às ações consideradas covardes e arbitrárias. Ele reforçou que a sociedade brasileira espera uma resposta efetiva às alegadas injustiças, ressaltando que, embora não defenda vingança, não se pode aceitar a impunidade, especialmente quando ela envolve uma autoridade com amplos poderes.
Sávio também avaliou que Moraes tenta, de alguma forma, amenizar sua situação diante de um Senado majoritariamente alinhado à direita. Segundo ele, há uma tentativa de reduzir a tensão, enquanto lideranças de esquerda passaram a atacar o ministro Kassio Nunes Marques de forma “surpreendente”. O senador eleito afirmou que, apesar de Moraes ter direito à defesa, seus atos e possíveis irregularidades não podem ser ocultados ou minimizados.
Ele chamou atenção para a postura de deputados do PT, que, segundo ele, questionam o ministro Kassio Nunes Marques, mesmo sendo eles os que, anteriormente, ignoraram as investigações relacionadas ao próprio Moraes, incluindo o contrato de R$ 130 milhões firmado entre o STF e o escritório de advocacia ligado à esposa do ministro. Sávio destacou ainda que Kassio atuou como advogado de um criminoso, o que, na sua avaliação, deveria ser motivo de investigação e não de ataques políticos.
A declaração do senador eleito reforça o debate sobre a necessidade de responsabilização no âmbito do Supremo Tribunal Federal, especialmente em um momento de polarização política no Brasil. A postura de Domingos Sávio evidencia uma crítica direta às ações de Moraes e uma postura de cobrança por transparência e justiça, apontando para o que ele considera uma série de injustiças que, segundo ele, não podem ser ignoradas ou esquecidas.








