O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fez críticas ao ex-ministro Gilberto Kassab, atual líder do Partido Social Democrático (PSD), em relação às suas declarações sobre a disputa eleitoral à presidência em 2026. Durante uma entrevista ao programa Bastidores CNN, transmitida ao vivo na terça-feira (21), Valdemar questionou a credibilidade de Kassab, citando seu histórico político e sua ligação com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.
Valdemar destacou que Kassab, que ocupou o cargo de ministro das Cidades no governo de Dilma, pediu demissão na véspera do processo de impeachment e que, na ocasião, todo o PSD votou a favor da destituição da presidenta. “Que credibilidade tem o Kassab, que era ministro da presidente Dilma, pediu a conta na véspera do impeachment e todo o PSD votou a favor do impeachment? Que credibilidade ele tem?”, indagou o dirigente do PL, insinuando que Kassab não teria autoridade para fazer previsões sobre o futuro político.
A crítica de Valdemar se baseia na percepção de que Kassab tem um histórico de transitar entre diferentes campos políticos, o que, segundo ele, diminui a legitimidade do ex-ministro em rejeitar a união da direita em torno do nome de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência. Kassab, por sua vez, tem argumentado que a imagem de Flávio Bolsonaro sofreu um “grande desgaste” devido ao vazamento de áudios que o associam ao caso Vorcaro, o que o levou a se distanciar de um eventual apoio à sua campanha.
A disputa entre Valdemar e Kassab reflete um cenário político em ebulição, onde ambos os líderes tentam posicionar suas legendas em um espaço que promete ser competitivo nas eleições de 2026. Kassab defende a ideia de que há espaço para uma terceira via fora da polarização entre os principais partidos, afirmando que o PSD tem condições de apresentar um candidato próprio. Ele mencionou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como uma possível opção para concorrer à presidência.
Enquanto isso, o PL busca atrair o PSD para apoiar Flávio Bolsonaro. O PSD é uma das maiores legendas do país, com forte presença em diversos estados e governadores influentes em seu quadro. A possibilidade de uma candidatura própria do PSD, no entanto, poderia fragmentar os votos do campo conservador, o que é uma preocupação para Valdemar e sua estratégia eleitoral.
A tensão entre os dois partidos e seus líderes evidencia a complexidade do cenário político brasileiro, que se prepara para uma eleição presidencial marcada por disputas internas e a busca por alianças que possam consolidar forças em um ambiente eleitoral cada vez mais polarizado. A definição de candidaturas e alianças nos próximos meses será crucial para moldar o futuro político do país e as estratégias de ambos os partidos.









