Em entrevista concedida à GloboNews, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), abordou a questão da baixa intenção de votos que vem recebendo em seu próprio estado, Minas Gerais, onde reside e possui forte relação política. Dados divulgados em julho pela pesquisa da Quest indicam que 53% das pessoas que conhecem o mandato de Zema manifestariam intenção de votar nele para presidente, um percentual que, apesar de expressivo, revela um cenário de dificuldades para o ex-governador na sua base eleitoral local.
Zema afirmou que, embora respeite os resultados das pesquisas, acredita que esses números podem sofrer alterações até o momento de uma eventual eleição, destacando a imprevisibilidade do processo eleitoral. Segundo ele, fatores como o momento de votação e a dinâmica do eleitorado podem modificar o cenário, reforçando a ideia de que as pesquisas não são definitivas.
Questionado sobre a aparente falta de apoio em Minas Gerais, especialmente considerando a importância do estado no contexto político brasileiro, Zema comentou sobre as dificuldades de levantamento de dados em regiões rurais. Ele destacou que Minas Gerais possui um total de 853 municípios, muitos deles com grande concentração de populações rurais, o que torna a realização de pesquisas de opinião mais complexa. Para o ex-governador, essa diversidade geográfica e demográfica influencia nos resultados, já que as zonas rurais, por serem mais dispersas e de difícil acesso, dificultam a coleta de dados representativos.
Na análise do cenário político, Zema citou o exemplo de Ronaldo Caiado, atual governador de Goiás, que lidera as intenções de voto no seu estado, onde também governou anteriormente. Segundo ele, a situação de Caiado reforça a ideia de que a preferência do eleitorado pode variar bastante de uma região para outra, e que Minas Gerais, por sua extensão territorial e complexidade, apresenta um desafio adicional para pesquisas de opinião.
Ainda sobre o panorama eleitoral, Zema comentou a respeito do seu principal adversário na disputa presidencial, Renan Santos, do movimento Missão. O ex-governador afirmou que a popularidade de Santos se concentra em um segmento específico, voltado aos jovens, e que seu discurso é direcionado a esse nicho. Zema avaliou que o teto de crescimento de Santos é limitado, pois, na sua visão, sua base de apoio é restrita e não deve ampliar significativamente sua votação.
Ao finalizar, Zema reforçou sua avaliação de que o discurso de Renan Santos possui um apelo restrito, o que, na sua perspectiva, limita seu potencial de crescimento nas urnas. A declaração reforça a estratégia de Zema de minimizar a força do adversário, ao mesmo tempo em que evidencia a complexidade do cenário eleitoral em Minas Gerais, um estado de grande peso político no Brasil.







