A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira, 6 de agosto, a suspensão da comercialização do produto conhecido como Ozempic Natural e a apreensão de um lote falsificado do medicamento Nebido. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União (DOU), também abrangem outros produtos comercializados de forma irregular, incluindo medicamentos sem registro ou autorização para atuação no mercado brasileiro.
A decisão da Anvisa ocorre em meio a ações de fiscalização que visam coibir a circulação de medicamentos ilegais e falsificados, reforçando o compromisso da agência com a segurança e a saúde dos consumidores. Entre os produtos atingidos, além do Ozempic Natural, estão o Slim Turbo Premium e o Slim CPS Dourado Gold, ambos comercializados sem registro na agência e por empresas sem autorização para atuar na área de medicamentos.
No caso do Nebido, medicamento à base de testosterona utilizado na terapia de reposição hormonal em homens com hipogonadismo, a Anvisa determinou a apreensão de unidades do lote KT0S5T4. A agência também proibiu a sua fabricação, distribuição, venda e uso no território nacional. Segundo informações fornecidas pela fabricante Grünenthal, esse lote específico não foi produzido nem para o Brasil, nem para qualquer outro país onde o medicamento seja comercializado oficialmente. Além disso, a empresa identificou diferenças no padrão de impressão das informações presentes na embalagem, o que reforça a suspeita de que as unidades apreendidas sejam falsificadas.
A medida vale exclusivamente para as unidades do lote KT0S5T4, não afetando os demais lotes do medicamento que estejam dentro dos padrões de qualidade e autorização. A ação visa combater a circulação de produtos falsificados que podem representar riscos à saúde dos pacientes.
Outro ponto relevante da resolução da Anvisa diz respeito ao produto Ozempic Natural, divulgado pela empresa Nelson Aparecido Granzioli. A agência determinou a apreensão e a proibição de fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os lotes do referido medicamento. A decisão foi tomada porque o produto era comercializado sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, além de ser fabricado por uma empresa que não possui autorização de funcionamento para a produção de medicamentos no Brasil.
A fiscalização também identificou irregularidades na comercialização dos produtos Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold, que eram anunciados e colocados à venda sem o devido registro na agência. Essas ações envolvem tanto a venda por empresas não autorizadas quanto a divulgação em sites e perfis de redes sociais, o que contraria as normas sanitárias brasileiras.
A Anvisa reforça que todas essas medidas visam proteger os consumidores de possíveis riscos decorrentes do uso de medicamentos falsificados ou vendidos de forma irregular, garantindo que apenas produtos devidamente autorizados e registrados possam circular no mercado nacional. As ações continuam sendo uma prioridade na fiscalização do setor farmacêutico, especialmente diante do crescimento do comércio ilegal de medicamentos.








