A Netflix lançou nesta quarta-feira, 12 de dezembro, o filme “Nando Entre Dois Mundos – Um Filme Sintonia”, que traz uma nova narrativa do personagem Nando, interpretado por Christian Malheiros, cinco anos após os eventos da série original “Sintonia”. A produção aprofunda o desenvolvimento do personagem e aborda temas relacionados à família, criminalidade e escolhas de vida, mantendo conexões com a história e os personagens já apresentados na série.
No enredo, Nando está na Sérvia quando sua filha adolescente, Bruninha, interpretada por Duda Pimenta, desaparece. Motivado pela preocupação, ele retorna ao Brasil para buscar respostas, enfrentando o desafio de proteger a filha sem que sua trajetória no mundo do crime volte a interferir na vida familiar. A narrativa também explora a relação de Nando com Scheyla, personagem de Júlia Yamaguchi, que passou pelo sistema penitenciário e agora enfrenta as dificuldades de assumir a maternidade. Além disso, o filme conta com participações de Rita, interpretada por Bruna Mascarenhas, e Doni, de Jottapê, personagens que atuaram ao lado de Nando na série e que continuam presentes na trama.
Christian Malheiros, em entrevista à revista Capricho, destacou que o filme aprofunda um dilema que acompanhou Nando durante toda a série: a dificuldade de escolher entre diferentes caminhos de vida. Segundo o ator, a produção mostra o personagem finalmente tomando uma decisão madura, marcando uma evolução em sua trajetória. “O público está acostumado a ver o Nando tentando equilibrar pratinhos. E esse filme traz um amadurecimento, que é quando o Nando toma uma decisão”, afirmou Malheiros.
A produção reforça uma das principais mensagens de “Sintonia”: as consequências da criminalidade. Christian Malheiros ressaltou que a narrativa busca transmitir que o crime, muitas vezes, não compensa, mesmo que o indivíduo consiga sair vivo das situações perigosas. Ele questiona o que se perde ao longo do caminho e quantas pessoas sofrem para que alguém alcance seus objetivos ilícitos, reforçando a ideia de que a criminalidade traz prejuízos que vão além da vida do próprio criminoso.
Duda Pimenta, que interpreta Bruninha, revelou que utilizou experiências pessoais para compor a relação da personagem com o pai. Ela explicou que Bruninha sente saudades de um pai ausente, uma situação semelhante à sua realidade na vida real, onde seu próprio pai sempre foi uma figura distante. “Ela tem saudade do pai, que é uma figura ausente nessa família. E o meu pai [na vida real] sempre foi ausente. Então, eu peguei essa raiva e essa dor que eu tinha na infância, mas, ao mesmo tempo, uma saudade, que a Bruninha tem”, comentou a atriz.
Júlia Yamaguchi, por sua vez, abordou as consequências do sistema prisional na vida de Scheyla. Segundo a atriz, a personagem carrega uma marca que permanece após o período de encarceramento, especialmente em uma sociedade machista e preconceituosa. “A mulher que sai do sistema prisional tem uma marca para o resto da vida, ainda mais na sociedade machista em que a gente vive”, declarou Yamaguchi.
Produzido pela Gullane, com uma ideia original de KondZilla, o filme conta com direção de Johnny Araújo e roteiro de Guilherme Quintella, Denis Nielsen e Léo Todeschini. A produção busca oferecer uma narrativa que, embora conectada ao universo de “Sintonia”, apresenta uma abordagem mais madura e reflexiva sobre os dilemas enfrentados pelos personagens.







