Neste domingo, 4 de novembro, Minas Gerais realizará o primeiro turno das eleições, evento que contará com uma extensa operação de segurança coordenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Diferentemente de eleições anteriores, o Estado não adotará a Lei Seca durante o pleito, mas manterá diversas restrições e ações de fiscalização para garantir a integridade do processo eleitoral.
Mais de 40 mil policiais militares estarão mobilizados em todo o território mineiro, atuando de forma integrada em todos os 853 municípios. A operação inclui policiamento nos locais de votação, escolta e monitoramento das urnas eletrônicas, além de fiscalização de crimes eleitorais. O acompanhamento em tempo real das ocorrências será realizado pelo Gabinete Integrado de Segurança (GIS) do TRE-MG, que também monitorará o transporte das urnas desde a saída até o destino final, garantindo a segurança do procedimento.
Segundo o desembargador Paulo Tamburini, coordenador do GIS, embora não haja a Lei Seca, permanecem válidas as demais restrições eleitorais, como a proibição de pessoas armadas se aproximarem a menos de 100 metros das seções eleitorais, salvo policiais em serviço exercendo seu direito ao voto. A Polícia Militar, por sua vez, contará com mais de 14 mil agentes atuando diretamente na operação, enquanto toda a corporação, composta por mais de 40 mil policiais, estará à disposição do processo eleitoral.
A preparação da força policial inclui procedimentos específicos para diferentes situações de risco, além de planos de ação para o período pós-votação, visando prevenir e responder a possíveis conflitos ou manifestações após a divulgação dos resultados. A matriz de risco utilizada para planejar a operação leva em consideração ocorrências anteriores, como ameaças a candidatos e incêndios em comitês políticos, além de informações específicas do atual pleito.
A logística de transporte das urnas eletrônicas começará nesta sexta-feira, 2 de novembro, sob a vigilância das forças de segurança. A Polícia Militar será responsável pela guarda dos equipamentos durante o deslocamento até os locais de votação, enquanto o GIS acompanhará todo o trajeto, podendo registrar o transporte por meio de fotografias e chamadas ao vivo, com detalhes como a placa da viatura, os responsáveis pelo transporte, horários e rotas percorridas.
Outra medida de segurança importante envolve o uso de celulares nas cabines de votação. Essa prática é proibida para preservar o sigilo do voto, e as forças policiais possuem procedimentos específicos para lidar com eventuais infrações. Além disso, o TRE-MG reforça o combate a crimes eleitorais como transporte ilegal de eleitores, distribuição irregular de alimentos, entrega de brindes e boca de urna.
O combate à compra de votos e à corrupção eleitoral conta com o apoio da Polícia Federal, que mantém há mais de 60 dias um grupo de trabalho de inteligência dedicado às eleições mineiras. A corporação monitora o fluxo de recursos das campanhas e busca acelerar investigações, com o objetivo de encaminhar ilícitos ao Ministério Público Eleitoral antes da diplomação dos candidatos, prevista para dezembro.
Nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) priorizará a circulação dos eleitores e uma resposta rápida a acidentes ou interdições que possam dificultar o acesso às urnas. A PRF também coordena ações conjuntas com concessionárias de rodovias para otimizar o tempo de resposta e a divulgação de informações aos usuários.
A Polícia Civil reforçará seu efetivo a partir de sábado, com mobilizações durante todo o domingo e até o dia seguinte, atendendo principalmente localidades que não contam com a presença direta da Polícia Federal. O Corpo de Bombeiros também estará integralmente mobilizado, com mais de 100 pontos-base equipados com viaturas e militares, concentrando esforços nas regiões de maior complexidade, próximas a escolas e praças públicas.
O Gabinete Integrado de Segurança do TRE-MG continuará reunindo representantes das forças de segurança para monitoramento em tempo real, possibilitando respostas coordenadas a qualquer ocorrência. Além disso, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) atuará por meio do Centro Integrado de Comando e Controle na Cidade Administrativa, bem como do Centro de Atendimento e Despacho.
O Disque Denúncia Unificado também estará ativo durante o pleito, recebendo denúncias relacionadas a crimes eleitorais. A Polícia Penal e o sistema socioeducativo também estarão mobilizados para garantir a segurança do processo eleitoral.
Ao final do dia, o TRE-MG divulgará boletins com informações sobre as ocorrências registradas ao longo do domingo, e a estrutura de segurança permanecerá em atuação após o encerramento da votação e da apuração, para responder a possíveis conflitos ou manifestações relacionadas aos resultados do pleito.








