O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou nesta quinta-feira, 1º de novembro, denúncia formal contra Rogério Pereira Santos, de 38 anos, acusado de assassinar sua ex-companheira, Jéssica Daiane de Barros, de 33 anos, além de ter efetuado disparos contra uma viatura da Polícia Civil durante uma ação de perseguição na cidade de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu na porta de um bar na tarde de 11 de agosto deste ano, e, após os fatos, Rogério foi localizado e preso durante um culto religioso, por policiais militares.
Segundo a denúncia assinada pela promotora de Justiça Carolina Melo Campos Moreira, Rogério responde pelos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. O órgão ministerial destacou que o relacionamento entre Rogério e Jéssica havia sido encerrado aproximadamente um mês antes do incidente, embora ela ainda procurasse o ex-companheiro na tentativa de reatar a relação. No dia do crime, Jéssica participou de um aniversário na casa da mãe de Rogério, onde ocorreu uma discussão relacionada ao término do relacionamento. Ela teria declarado que, se ele não ficasse com ela, não ficaria com mais ninguém, além de ameaçar chamar a polícia, momento em que Rogério passou a segui-la.
Durante a discussão, enquanto Jéssica conversava ao telefone em uma escadaria próxima, relatando a uma terceira pessoa que Rogério estava nervoso e portava arma de fogo, ele efetuou disparos contra ela, atingindo principalmente a região do rosto. A vítima, que chegou a ser socorrida em estado grave, não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente. A promotoria ressaltou que o feminicídio foi praticado com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, o que agravou a gravidade do crime.
Após o ataque, Rogério fugiu do local. A Polícia Militar iniciou uma operação de rastreamento na tentativa de encontrá-lo. Durante as buscas, o suspeito foi surpreendido por policiais, que tentaram abordá-lo em um estabelecimento comercial. Rogério reagiu efetuando vários disparos contra a viatura policial, atingindo o para-brisa, o teto e a coluna da porta do veículo. Os policiais revidaram, e o suspeito, ao perceber a falha na arma, continuou a fuga invadindo imóveis na região. A operação de buscas foi intensificada com o apoio de um helicóptero, até que Rogério foi localizado em um local onde participava de um culto religioso. Ele tentou se passar por frequentador comum, mas foi reconhecido e preso em flagrante.
A denúncia do Ministério Público reforça que Rogério fugiu após o crime, sendo perseguido pela polícia, que conseguiu localizá-lo posteriormente. O processo tramita em segredo de justiça, e a promotoria requereu a pronúncia do acusado para que seja submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri de Nova Lima. O caso evidencia a gravidade dos crimes cometidos pelo suspeito e reforça a necessidade de ações de combate à violência contra a mulher, especialmente em casos de feminicídio, que possuem agravantes específicos devido à natureza do crime.









