Um caminhão carregado de explosivos explodiu na noite de domingo (1º), nas proximidades de uma base militar em Planadas, no departamento de Tolima, oeste da Colômbia. O ataque matou quatro pessoas, entre elas um bebê de apenas dois meses, e deixou vários feridos, segundo autoridades locais.
A força da detonação atingiu parte da estrutura de um hospital e danificou diversas residências da região. Destroços foram lançados pelas ruas da cidade, de acordo com o prefeito de Planadas, Juan Camilo Hueje. A explosão também provocou danos em áreas próximas à instalação militar que seria o alvo do ataque.
A governadora de Tolima, Adriana Matiz, confirmou a morte das quatro vítimas em uma publicação divulgada na segunda-feira (2). Ela classificou o episódio como um atentado criminoso e afirmou que a violência contra civis, militares e famílias da região não será tolerada. A governadora também manifestou solidariedade aos parentes das vítimas e cobrou medidas para responsabilizar os envolvidos.
Além dos mortos, o ataque deixou vários feridos. Segundo o prefeito, as vítimas foram levadas para uma escola da região, que passou a ser utilizada para o atendimento médico emergencial. Veículos de imprensa colombianos estimaram que aproximadamente 20 pessoas ficaram feridas na explosão.
Hueje afirmou ainda que drones foram vistos sobrevoando a área urbana de Planadas durante o episódio. O uso desses equipamentos tem se tornado mais frequente entre grupos armados ilegais que operam em diferentes regiões da Colômbia. Até o momento, no entanto, as autoridades não identificaram oficialmente a organização ou os indivíduos responsáveis pelo atentado.
Governo promete ampliar operações
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, condenou o ataque em Planadas e outros episódios violentos registrados recentemente no país. Em uma declaração, ele classificou as ações como atos de narcoterrorismo e afirmou que os responsáveis serão punidos.
De la Espriella informou que o Exército e a Polícia Nacional foram mobilizados para restabelecer a ordem, proteger as comunidades afetadas e garantir a segurança das áreas atingidas. Também determinou o reforço da presença das forças de segurança, a intensificação das operações e a adoção de medidas especiais para evitar novos ataques.
O governo declarou que as forças militares trabalham no controle territorial e na preservação dos locais atingidos, enquanto as autoridades realizam os procedimentos necessários para a investigação. Entre as medidas anunciadas pelo presidente estão novas operações contra estruturas armadas, ações contra economias ilícitas e a retomada da fumigação de plantações ilegais, desde que respeitada a legislação colombiana.
O ataque em Planadas ocorreu em meio a uma sequência de episódios violentos no país. Desde que assumiu a Presidência, em agosto, De la Espriella tem promovido operações militares contra acampamentos de guerrilheiros. Essas ofensivas deixaram dezenas de mortos, incluindo pelo menos oito menores de idade, segundo as informações apresentadas na matéria.
Paralelamente, grupos armados ilegais intensificaram ataques com explosivos e assassinatos em diferentes departamentos. Pelo menos quatro atentados foram registrados na semana anterior ao ataque em Planadas, entre eles um episódio que matou um policial.
Na sexta-feira (30), o presidente determinou a militarização de Cúcuta, principal cidade colombiana na fronteira com a Venezuela, após o aumento dos ataques na região. Em setembro, forças militares também foram mobilizadas em Santa Marta, destino turístico que enfrentava uma onda de atentados contra estabelecimentos comerciais e veículos, atribuídos a um grupo de narcotraficantes.
Diante da explosão em Planadas, o governo colombiano anunciou que pretende ampliar as operações contra organizações armadas ilegais. As autoridades ainda investigam a autoria do atentado e as circunstâncias que permitiram a aproximação do caminhão carregado de explosivos da base militar.








