O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (4/11), o vendedor Tiago Ricardo Felber a 83 anos e 4 meses de prisão pela morte do filho, Théo Ricardo Falber, de 5 anos. O menino foi lançado pelo pai de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, em março de 2025. Conforme o processo, a queda provocou um traumatismo cranioencefálico, lesão que resultou na morte da criança.
A sentença estabeleceu o início imediato do cumprimento da pena e determinou que Tiago continue preso. Além da condenação criminal, o réu deverá pagar R$ 100 mil de indenização aos familiares de Théo. A decisão do Tribunal do Júri reconheceu a responsabilidade do vendedor por três crimes.
Crime ocorreu no aniversário de Théo
O assassinato aconteceu em 25 de março, data em que o menino completava 5 anos. Naquele dia, Tiago permaneceu por aproximadamente três horas circulando de bicicleta com o filho. No começo da tarde, os dois chegaram à ponte localizada em São Gabriel. Segundo as informações do caso, foi nesse local que o pai atirou a criança no Rio Vacacaí.
Théo vivia com a mãe, mas mantinha períodos de convivência com o pai. Tiago e a mãe do menino haviam encerrado o relacionamento alguns meses antes do crime, em meio a conflitos. Antes da morte da criança, ela registrou uma queixa contra o ex-companheiro após uma discussão na qual ele teria destruído objetos pessoais dela, entre eles um telefone celular.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a intenção de Tiago era provocar sofrimento na ex-mulher, que havia começado um novo relacionamento. A acusação também apontou que, na véspera do assassinato, ele tentou sufocar o filho. Como não teria conseguido matá-lo dessa maneira, passou a buscar outra forma de cometer o crime.
Após jogar Théo da ponte, Tiago foi preso. Ele confessou à polícia que havia lançado o menino no rio. A morte foi causada pelos ferimentos decorrentes da queda, especialmente o traumatismo cranioencefálico apontado no processo.
Réu enviou áudio à mãe da criança
Depois do crime, Tiago encaminhou uma mensagem de áudio à ex-mulher. Na gravação, tratou o assassinato como uma “loucurinha” e disse: “Viu, guria, seje (sic) forte. Fiz uma loucurinha agora, tá? Guenta (sic) o coração agora para o resto da vida. Atirei o Théo lá embaixo da ponte agora”.
Durante o julgamento, a mãe afirmou que Théo confiava no pai. Ela também declarou que não considerava correto impedir a convivência entre os dois, apesar das divergências entre o casal e da separação ocorrida meses antes da morte do menino.









