O corpo do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, foi encontrado em uma área de mata fechada próxima à residência onde ele morava, em Rifaina, no interior de São Paulo. Ao lado do cadáver, a Polícia Civil localizou uma carta, objetos pessoais, dinheiro e uma munição intacta de revólver. Bolelli era suspeito de matar a tiros a ex-namorada, Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, durante uma discussão em uma fazenda do município. O conteúdo da carta não foi divulgado.
A localização ocorreu na última segunda-feira (2/11), às margens da rodovia Cândido Portinari, nas proximidades da casa do pecuarista. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, o corpo foi encontrado por um neto de João Roberto. A perícia foi acionada e os restos mortais foram recolhidos e encaminhados ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) de Franca.
Além da carta, os agentes apreenderam no local pertences pessoais do pecuarista, uma quantia em dinheiro e uma munição de revólver que estava intacta. A Polícia Civil ainda não informou se os materiais encontrados podem contribuir para esclarecer a morte de João Roberto ou estabelecer uma eventual relação entre o documento e o crime investigado.
Investigação apura morte do pecuarista
A morte de João Roberto é tratada como suspeita. O caso está sob responsabilidade da equipe de plantão da Delegacia Seccional de Franca, que também acompanha a investigação do feminicídio de Priscila Lacerda Custódio. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa da morte do pecuarista, nem confirmaram a finalidade ou o conteúdo da carta achada ao lado do corpo.
João Roberto passou a ser investigado após a morte de Priscila, ocorrida em 27 de outubro, em uma fazenda localizada em Rifaina. A jovem era natural de Perdizes, no Triângulo Mineiro, e havia ido até a propriedade acompanhada do irmão. De acordo com a apuração policial, os dois pretendiam devolver ao ex-namorado dela um celular, uma quantia em dinheiro e uma caminhonete de luxo, depois do encerramento do relacionamento.
Durante o encontro, houve uma discussão. Conforme o relato da Polícia Civil de São Paulo, o pecuarista atirou contra a cabeça de Priscila e, em seguida, ameaçou o irmão da jovem. Ele conseguiu fugir da fazenda, enquanto João Roberto teria deixado o local utilizando a própria caminhonete.
Priscila foi socorrida pelo irmão, com auxílio do neto do suspeito, e levada a um hospital. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu aos ferimentos. As circunstâncias do ataque fizeram com que o caso fosse investigado como feminicídio, considerando o vínculo afetivo entre a vítima e o suspeito e o contexto em que o crime ocorreu.
Suspeito tinha histórico de violência doméstica
A Polícia Civil informou ainda que João Roberto já tinha histórico relacionado à violência doméstica e ao descumprimento de medidas protetivas envolvendo outra ex-companheira. Essas informações fazem parte da investigação conduzida pelas autoridades.
Com a localização do corpo, os investigadores passaram a apurar também as circunstâncias da morte do pecuarista. A perícia e os demais elementos recolhidos na área de mata deverão integrar o inquérito, assim como a carta encontrada no local. Até agora, não foi divulgado nenhum dado oficial que esclareça o teor do documento ou sua possível ligação com o feminicídio de Priscila.







